- A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai denunciar à Polícia Federal o sumiço de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte.
- A decisão veio dois dias após fiscalização constatar o desaparecimento de dezenas de bens históricos da antiga residência oficial dos governadores.
- Itens desaparecidos incluem utensílios, tapetes, mais de quarenta quadros, móveis e peças adquiridas pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek para a sala de cinema da residência.
- A deputada Lohanna França afirmou que o colegiado acompanhará as investigações para identificar cada item e responsabilizar-se, se cabível.
- O governo mineiro afirmou que o acervo foi inventariado e parcial destinado a órgãos de guarda; parte está em uso cotidiano e parte permanece em locais com acesso restrito, enquanto a administração estadual continua à disposição para esclarecer.
A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai à Polícia Federal denunciar o sumiço de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. A ação acontece dois dias após fiscalização que verificou o desaparecimento de dezenas de bens históricos da antiga residência oficial dos governadores.
A deputada Lohanna França (PV), membro da comissão, disse que o grupo acompanhará de perto as investigações para entender onde está cada item e como será a responsabilização. A fala ocorreu após a fiscalização realizada na quinta-feira, 2 de julho, que identificou desvios no acervo.
Entre os itens apontados estão utensílios, tapetes, mais de 40 quadros, móveis e peças compradas pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek para uma sala de cinema da residência. O deputado Leleco Pimentel (PT) protocolou representação no TCE-MG e informou que levaria o caso ao Ministério Público.
A fiscalização foi motivada por declarações do secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, feitas em 17 de junho, na ALMG. Ele afirmou ter encontrado parte do acervo armazenado pela PMMG, com obras atribuídas a Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, em estado craquelado.
Leleco Pimentel responsabilizou a gestão anterior pela retirada de bens e pediu a localização integral do patrimônio público. Desde 2019, o Palácio das Mangabeiras não funciona como residência oficial, conforme decisão do governo, para reduzir gastos e privilégios.
O governo de Minas informou que os bens do Palácio foram inventariados na mudança de função do imóvel e destinados a órgãos responsáveis por guarda e controle patrimonial. Parte integra o uso de órgãos estaduais; o restante permanece guardado com acesso restrito a servidores autorizados.
A nota oficial sustenta que os itens permanecem identificados e registrados nos sistemas de controle, estando à disposição para esclarecimentos adicionais. A reportagem do Metrópoles questionou quem tutela cada item e se existe um inventário sobre a saída, sem resposta até o momento.
A PF ainda não se posicionou oficialmente sobre o andamento da denúncia. O espaço permanece sem novo retorno sobre o caso até a conclusão deste texto.
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