- EUA comemora 250 anos de independência neste sábado, em meio à divisão interna e ao protagonismo do presidente Donald Trump; cerca de 160 milhões de pessoas estão sob alertas de calor extremo.
- Em Washington, as temperaturas devem passar de 38ºC, com sensação térmica próxima de 43ºC; o desfile tradicional de 4 de julho foi cancelado por risco associado ao calor.
- Trump, que completou 80 anos no mês passado, planeja um comício no National Mall e promete o maior espetáculo de fogos de artifício do mundo.
- O ex-presidente voltou a falar sobre uma suposta “ameaça comunista” e ataques à identidade do país, discurso feito durante visita ao Monte Rushmore.
- Pesquisas indicam divisão histórica: 61% dos americanos dizem que os EUA não atendem aos ideais da Declaração; celebrações ocorrem em Nova York, Filadélfia e outras cidades.
O Dia da Independência dos Estados Unidos é celebrado neste sábado, 4 de julho, marcando 250 anos desde a assinatura da Declaração de Independência. O país vive uma fase de forte divisão interna, com o foco no presidente Donald Trump, que acusa radicais e extremistas de ameaçarem a identidade nacional. O desfile tradicional em Washington foi cancelado por causa do calor intenso.
As temperaturas no leste do país devem superar 38°C, com sensação térmica próxima de 43°C em algumas áreas. Em Washington, o calor levou ao cancelamento do desfile, decisão tomada pelos organizadores por motivos de segurança e saúde pública.
Trump, que completou 80 anos recentemente, mantém a agenda pública para o dia. Está previsto um comício na esplanada do National Mall e a divulgação de promessas de um gigantesco show de fogos de artifício, além de sobrevoos comemorativos e apresentações de bandas militares. Ao longo da semana, o presidente ressaltou a ideia de que a identidade do país enfrenta um novo ataque interno.
Na noite de sexta-feira, Trump visitou o Monte Rushmore e proferiu discurso ao lado das esculturas de Washington, Jefferson, Lincoln e Roosevelt. Segundo ele, o país enfrenta uma ameaça de radicais, com alusão a um ressurgimento de debates sobre o comunismo e à necessidade de preservar o que ele chama de espírito americano, sem adotar retórica antiimigração de etapas anteriores.
Em meio aos atos de celebração, o Vaticano comunicou uma visão de inclusão, destacando a defesa da vida humana por meio de acolhimento aos imigrantes, enquanto o Reino Unido reiterou a defesa de valores comuns entre o país e as antigas colônias.
Desdobramentos e clima político
Pesquisas recentes sinalizam o grau de divisão: 61% dos americanos entendem que o país não está à altura dos ideais da declaração. A percepção varia entre apoiadores de diferentes correntes políticas, com republicanos mais propensos a manter o otimismo e democratas mais críticos quanto aos ideais.
Fora de Washington, Nova York planeja um grande desfile naval com veleiros e um show de fogos de artifício, acompanhados de atividades oficiais em áreas públicas. Em Filadélfia, o Sino da Liberdade e o Independence Hall atraem visitantes, com shows programados de Boston a Los Angeles.
Entre os relatos locais, Karisa Tavassoli, educadora iraniana-americana de Atlanta, reforça a ideia de que o essencial do sonho americano persiste, apesar de críticas ao tom político atual. Alonzo Coby, membro de tribo indígena, lembra a presença histórica dos povos nativos no país antes dos 250 anos atuais.
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