- Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor Davi Passamani, rebateu as acusações contra a administração da Casa Ministério Cristão, chamando o processo de “batalha imaginária e prometeu apresentar mais provas.
- Passamani entrou com ação na Justiça de Goiânia para afastar a atual diretoria por 12 meses e nomear administrador provisional, alegando esvaziamento patrimonial e desvio de recursos, ligado a recursos da banda Casa Worship.
- A petição aponta queda na receita operacional da igreja de R$ 5,58 milhões em 2023 para R$ 2,02 milhões em 2024 e R$ 288 mil em 2025, com déficit superior a R$ 1 milhão e dívidas; solicita prestação de contas e informações sobre repasses.
- A defesa da Casa Ministério Cristão nega irregularidades, diz que a redução de arrecadação se deve à saída de fiéis após as denúncias envolvendo Passamani e informa auditoria independente para comprovar regularidade.
- A defesa de Passamani afirma que houve criação de um novo CNPJ semelhante para centralizar a arrecadação, cita débitos e questões envolvendo a venda da banda Casa Worship à Warner Music em 2025, e pede bloqueio de bens e rastreamento de valores, além de encaminhar o caso ao Ministério Público.
Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor Davi Passamani, reagiu às acusações feitas pelo ex-marido contra a atual gestão da Casa Ministério Cristão. Em vídeo divulgado na noite de quinta-feira, 2, ela chamou a ação de “batalha imaginária” e negou irregularidades na administração da igreja, prometendo apresentar novas provas.
A ex-esposa também comentou a situação financeira da instituição, contestando a tese de má gestão. Segundo ela, a queda de arrecadação seria consequência do afastamento de fiéis após as denúncias envolvendo Passamani, e não de desvios de recursos.
Lovaglio afirmou que o silêncio anterior não representa fraqueza, mas uma resposta à dor causada por ações do ex-marido. Ela disse ainda estar disposta a apresentar mensagens e outros elementos para responsabilizá-lo criminalmente.
Contexto da ação judicial
O embate judicial envolve Passamani, que moveu ação na Justiça de Goiânia para afastar a diretoria atual e nomear um administrador provisório por 12 meses. A narrativa central é de esvaziamento financeiro e suposto desvio de receitas dos royalties da banda Casa Worship para a CW Produções Ltda., ligada a Giovanna.
Segundo a petição, a receita operacional da igreja caiu de R$ 5,58 milhões em 2023 para R$ 2,02 milhões em 2024 e R$ 288 mil em 2025. O documento aponta déficit acima de R$ 1 milhão, dívidas e ações de cobrança, com risco de colapso financeiro. Também solicita prestação de contas detalhada e restituição de valores.
A defesa da Casa Ministério Cristão negou as acusações, afirmando que a redução de receita decorre da saída de fiéis após as denúncias envolvendo Passamani. A igreja comunicou que realiza auditoria independente e apresentará à Justiça toda a documentação contábil para comprovar a regularidade.
Defesa de Davi Passamani
A defesa do ex-pastor sustenta que o processo não visa apenas retomar a liderança, mas apurar o alegado esvaziamento patrimonial e a gestão dos recursos. Os advogados apontam que ativos e arrecadação teriam sido transferidos para um novo CNPJ, Igreja Casa, mantendo dívidas sob a antiga estrutura.
Alegam queda de arrecadação de 5,5 milhões em 2023 para 288 mil em 2025, além de uma ação de despejo por dívida de aluguéis desde 2024. Questionamentos também são feitos sobre o patrimônio dos atuais administradores e a venda da banda Casa Worship para a Warner Music, em 2025, com recursos alegadamente não registrados.
Os advogados defendem que o caso deve incluir o rastreamento de royalties e o bloqueio de bens da CW Produções Ltda. e dos gestores. A defesa também mencionou que cerca de 1,3 milhão de royalties teriam permanecido na CW, sem repasse à instituição.
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