- Relatório da Comissão de Direitos Humanos do Senado descreve depoimento de detento que aponta atraso no atendimento médico a Clériston Pereira da Cunha, conhecido como “Clezão”, que morreu de infarto na Papuda em novembro de 2023.
- Clezão era empresário condenado a 14 anos por participação nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e se tornou símbolo da mobilização de aliados de Jair Bolsonaro; ele tinha histórico de saúde, com vasculite na aorta, cardiopatia, diabetes e hipertensão.
- Segundo o depoimento, o interno acordou em estado de ânimo “positivo” e dirigiu-se ao pátio para atividades; pouco depois começou a passar mal e houve solicitação de atendimento médico.
- A defesa afirmou ter pedido liberdade provisória após a morte; a Procuradoria-Geral da República já havia se posicionado favoravelmente ao pedido em setembro de 2023, mas o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou.
- O relatório foi encaminhado ao STF, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos; em maio de 2025, familiares de Clezão tentavam ter acesso a investigações sigilosas.
Após investigação do Senado, surgem novos dados sobre a morte de Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão. O empresário foi condenado a 14 anos por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro contra o Planalto, Congresso e STF.
O relatório aponta que Clezão sofreu um infarto na Papuda, em Brasília, em novembro de 2023. Segundo depoimento de preso, o atendimento médico demorou a ocorrer, o que poderia ter influenciado o desfecho fatal.
A Comissão de Direitos Humanos do Senado ouviu relatos durante visitas à penitenciária. O documento contextualiza o estado de saúde do detido, já que ele enfrentava vasculite na aorta, cardiopatia, diabetes e hipertensão.
Relatório do Senado sobre a morte de Clezão
O texto descreve o episódio em que o detento, ao retornar do pátio para atividades, teria apresentado mal súbito. A comissão aponta que o socorro foi solicitado, mas teria ocorrido com atraso, contribuindo para o óbito.
O relatório foi encaminhado a órgãos nacionais e internacionais, incluindo o STF, o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério Público e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, para conhecimento e possíveis providências.
Em setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República já havia se posicionado favoravelmente à liberdade provisória de Clezão. O ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o pedido.
Família busca acesso às investigações
Em maio de 2025, a família de Clezão pediu acesso aos dados sigilosos da investigação. A viúva Edjane Duarte da Cunha informou ter informações sobre doenças preexistentes do marido, como vasculite na aorta, cardiopatia, diabetes e hipertensão, além de reclamar de falhas no fornecimento de medicamentos.
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