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Noruega avança no combate ao vício em apostas, diante do duelo Brasil x Noruega

Noruega, com monopólio estatal das apostas, reduziu jogo patológico de 1,4% para 0,6% entre 2019 e 2022, enquanto o Brasil debate publicidade

No Brasil, anúncios ostensivos dessas plataformas têm se tornado alvo de debate ao longo do Mundial Foto: Foto: Envato Elements
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  • Na Noruega, as bets são monopólio estatal e o controle público reduziu o comportamento de jogo patológico de 1,4% em 2019 para 0,6% em 2022.
  • A regulação mira mais a prevenção do que a arrecadação, com bloqueio de pagamentos a operadoras estrangeiras, banimento de sites ilegais e restrições severas à publicidade.
  • No Brasil, o Ministério da Justiça acompanha as publicidades de casas de apostas durante o Mundial, em busca de transparência e controle da comunicação com o público.
  • Especialistas apontam que o modelo norueguês mostra que o jogo deve ser visto como problema de saúde pública, não como negócio privado apenas voltado a lucro.
  • A título de referência, Austrália tem medidas de saúde pública e autoexclusão nacional; no Brasil, plataforma de autoexclusão do Ministério da Fazenda já bloqueou acesso a várias casas pelo CPF, com mais de 574 mil pessoas buscando o recurso nos cinco primeiros meses de 2026.

A Noruega, adversária do Brasil na Copa do Mundo deste domingo, tem avançado na regulação de bets para reduzir danos da dependência de jogos online. O país impôs controle estatal ao setor, com foco em prevenção e saúde pública.

Havendo monopólio estatal sobre apostas, duas empresas públicas administram as plataformas. A estratégia visa frear publicidade agressiva, bloquear pagamentos a operadoras estrangeiras e restringir incentivos comerciais. O modelo prioriza prevenção.

Dados apontam queda do comportamento patológico: de 1,4% em 2019 para 0,6% em 2022, segundo estudo publicado na Lancet Public Health. A regulação enfatiza proteção social sobre lucros econômicos.

No Brasil, anúncios de apostas durante o Mundial são alvo de debate. O Ministério da Justiça abriu procedimento para monitorar propagandas em transmissões, diante de críticas sobre exposição de torcedores.

Para especialistas, o controle público aumenta o rigor sobre publicidade e limites de gasto, reduzindo incentivos de aquisição de apostas. Advogada observa que o foco social se revela no desenho regulatório.

A análise é que a experiência norueguesa mostra o papel do Estado na contenção do negócio, com vigilância de plataformas e restrições de acesso. Contudo, parte do mercado pode migrar para sites estrangeiros não regulamentados.

Regulação internacional

Segundo o AIHW, instituições enfatizam saúde pública em políticas de apostas. Na Austrália, medidas incluem proibição de crédito, verificação rigorosa de identidade a cada aposta, limitação de bônus e autoexclusão nacional, reduções de publicidade e exigência de mensagens de risco.

Especialista ressalta que o Brasil já possui plataforma de autoexclusão vinculada ao CPF. Entre 2026, mais de 574 mil pessoas recorreram ao sistema, com parcelas relatando perdas de controle.

Observa-se que a publicidade em estádios não é permitida em várias nações, alinhando-se a regras que restringem a exposição de apostas em eventos esportivos. A discussão gira em torno de equilibrar proteção social e atividade econômica no esporte.

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