- Pesquisa Datafolha aponta Tarcísio de Freitas à frente de Fernando Haddad, com 52% dos votos válidos em São Paulo.
- PT teme que a vitória de Tarcísio no primeiro turno reduza o palanque de Lula na eleição presidencial em eventual segundo turno.
- A ala petista aposta que o início da campanha de Haddad no rádio e TV pode reverter o cenário.
- Candidatos do PSTU, UP e PCB aparecem com 13% das intenções de voto, o que é visto pelo PT como espaço para crescimento de Haddad.
- O PT afirma que a eleição está aberta e que a retirada de candidaturas da direita não deve gerar bônus imediato para Tarcísio.
A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo aponta Tarcísio de Freitas à frente de Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, com o governador Republicanos estimado em 52% dos votos válidos no primeiro turno. O resultado acende um alerta para o PT, que teme a possibilidade de vantagem de Tarcísio no pleito paulista.
Ao mesmo tempo, o PT avalia que há espaço para crescimento de Haddad, especialmente com o início da campanha de rádio e TV. Internamente, há expectativa de que a propaganda nesse formato possa impulsionar as intenções de voto do ex-prefeito.
Outra leitura positiva para o petismo é a força de candidaturas de terceiros, como PSTU, UP e PCB, que somam 13% das intenções de voto segundo a visão de setores da legenda. A avaliação é que esse vetor pode migrar para Haddad ao longo da campanha.
A legenda mantém a leitura de que a eleição está aberta e que o pleito tende a ganhar contornos plebiscitários, entre manter a aprovação atual e buscar mudança. A equipe petista destaca que o voto de insatisfação pode migrar do governo para Haddad.
Análise interna e próximos passos
Para o PT, a retirada de candidaturas de adversários da direita não deve gerar um bônus automático a Tarcísio, segundo comentário do secretário de comunicação Éden Valadares. A legenda reforça a necessidade de monitorar a performance da campanha de Haddad no rádio e TV.
A avaliação de bastidores é de que o início da campanha de Haddad pode reverter parte do cenário desfavorável. A expectativa é de que o petista aproveite as próximas semanas para ampliar a exposição e conquistar eleitores que desejam mudança no governo.
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