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Alvos do caso Master tentam rotular operação como nova Lava-Jato

Alvos do caso Master tentam apresentar a apuração como nova Lava-Jato, elevando tensões políticas e levando STF, PF e PGR a reforçar cautelas para evitar nulidades

Senadores Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Fotos: Agência Senado
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  • Grupos ligados ao caso Master buscam apresentar a investigação como a “nova Lava-Jato”, gerando alerta no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, na PGR e na PF.
  • Medidas para evitar nulidades foram adotadas, como compartimentação dos eixos da apuração e restrição de acesso total ao inquérito, com apuração específica sobre o tema.
  • A PF e a PGR expressaram cautela para não haver nulidades, mantendo padrões rigorosos de segurança, preservação de provas e direito à privacidade.
  • A investigação já aponta repasses financeiros, como US$ 49 mil (aproximadamente R$ 253 mil) apreendidos num quarto de hotel e soma de R$ 482 mil envolvendo também Salvador; houve ainda alegação de uma mesada de até R$ 500 mil relacionada a Vorcaro.
  • Senadores citados incluem Jaques Wagner, que criticou a divulgação de dinheiro apreendido e comparou a atuação da PF com a Lava-Jato, e Ciro Nogueira, que afirmou que o caso busca manchar sua honra; ministros do STF discutem semelhanças com a operação, em meio a debates sobre o andamento da investigação.

O caso Master voltou a acender o debate sobre estratégias para controlar investigações envolvendo autoridades. A focalização dos alegados tentáculos políticos da apuração chamou a atenção do relator no STF, André Mendonça, da PF e da PGR. O objetivo é evitar nulidades processuais que possam destruir provas.

Diante desse cenário, o gabinete de Mendonça implementou medidas para reduzir vazamentos e evitar contestações futuras. As ações incluem a compartimentação de eixos da investigação e restrições de acesso ao inquérito, com apuração específica sobre o tema em curso.

A PF e a PGR sinalizam cautela constante. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou haver preocupação com a preservação de provas e com a cadeia de custódia, para evitar nulidades. Medidas incluem buscas e ações para impedir vazamentos.

Quando dados da apuração foram compartilhados com a CPI do INSS, a PF reiterou que mantém padrões rigorosos de segurança e respeito aos direitos, privacidade e intimidade. A PGR também ressalta a necessidade de seguir etapas e normas para evitar brechas processuais.

Senadores foram alvo de críticas e defesas na investigação. Jaques Wagner, do PT, é questionado pela atuação ligada ao Banco Master, com acusação de vantagens indevidas. Ele rebateu as acusações e criticou a divulgação de valores apreendidos em hotel, chamando de excesso de exposição.

Ciro Nogueira, do PP, também figura entre os investigados. O senador negou operar para beneficiar o Master e afirmou que o caso envolve ataques à honra pessoal. Ele comparou o escrutínio atual com episódios da Lava-Jato ocorridos em 2018.

Advogados de Vorcaro apontam possíveis tentativas de contornar provas. Eles discutem, de forma reservada, a possibilidade de invalidar mensagens de celulares do banqueiro e de usar recursos processuais para questionar o andamento da apuração.

No STF, o debate sobre o caráter comparativo com a Lava-Jato ganhou contornos. O ministro Gilmar Mendes apontou semelhanças com a operação, o que gerou movimento de defesa por Mendonça, que ressaltou a diferença entre crimes de colarinho branco e estruturas relevantes de investigação.

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