Novos fósseis da planta Othniophyton elongatum, conhecida como “planta alienígena”, foram descobertos em 2024 na Formação Green River, em Utah, aumentando o mistério sobre essa espécie. Um estudo publicado em novembro de 2024 no Annals of Botany, liderado por Steven Manchester, curador de paleobotânica no Museu de História Natural da Flórida, refuta a classificação anterior […]
Novos fósseis da planta Othniophyton elongatum, conhecida como “planta alienígena”, foram descobertos em 2024 na Formação Green River, em Utah, aumentando o mistério sobre essa espécie. Um estudo publicado em novembro de 2024 no Annals of Botany, liderado por Steven Manchester, curador de paleobotânica no Museu de História Natural da Flórida, refuta a classificação anterior que a ligava à família do ginseng (Araliaceae). A nova pesquisa revela que as características das folhas, frutos e flores não se assemelham a outros membros dessa família.
O fóssil é considerado raro por apresentar galhos com frutas e folhas anexadas, algo incomum, já que geralmente são encontrados separadamente. Manchester e sua equipe tentaram identificar famílias de plantas que pudessem se relacionar com o fóssil, mas não conseguiram encontrar correspondências. Eles destacam que a classificação errônea de espécies antigas pode distorcer a compreensão da biodiversidade em ecossistemas passados, afirmando que a “planta alienígena” não deve ser considerada um ginseng.
A análise mais detalhada dos novos fósseis foi realizada com tecnologia avançada, como microscopia digital. Apesar disso, a planta ainda não pôde ser classificada em uma família específica. Os galhos encontrados apresentam folhas simples, o que elimina a possibilidade de pertencimento à família do ginseng. Outro aspecto intrigante é a presença de estames, que normalmente caem após a fertilização, mas permanecem na planta mesmo com frutos maduros, algo que não foi observado em espécies conhecidas.
Os pesquisadores ressaltam que a dificuldade em classificar a Othniophyton elongatum pode refletir um problema mais amplo na paleobotânica, onde a tentativa de encaixar espécies extintas em categorias modernas pode levar a erros significativos na compreensão da evolução das plantas.
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