O cabo da Polícia Militar de São Paulo, Denis Antonio Martins, de 40 anos, foi preso na quinta-feira (16) sob a acusação de ser o atirador responsável pela morte do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. A identificação de Martins se deu por meio de reconhecimento facial […]
O cabo da Polícia Militar de São Paulo, Denis Antonio Martins, de 40 anos, foi preso na quinta-feira (16) sob a acusação de ser o atirador responsável pela morte do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. A identificação de Martins se deu por meio de reconhecimento facial e análise do sinal de seu celular, que confirmou sua presença na cena do crime. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, destacou que a polícia utilizou comparações fotográficas e imagens de câmeras de segurança para corroborar a identificação.
Martins, que recebia cerca de R$ 5.300 mensais, foi um dos 15 policiais militares detidos na operação da Corregedoria da PM, que visava desmantelar uma rede de segurança privada ilegal ligada ao PCC. A investigação começou após uma denúncia anônima em março de 2024, que revelou o envolvimento de policiais em atividades criminosas. Além de Martins, outros 14 PMs, que atuavam na escolta de Gritzbach, foram presos, e a polícia investiga a possível conexão de um segundo atirador, que ainda não foi identificado.
O crime ocorreu quando Gritzbach desembarcava do aeroporto após uma viagem, sendo atacado por dois homens encapuzados que dispararam dez tiros. A motivação do assassinato está relacionada às delações de Gritzbach, que implicaram membros do PCC e policiais civis em esquemas de corrupção. A delegada Ivalda Aleixo afirmou que o crime foi encomendado por um integrante da facção criminosa, e as investigações seguem em andamento para identificar os mandantes.
A prisão de Martins foi realizada com base no artigo 150 do Código Penal Militar, que trata da organização de militares para a prática de violência. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfatizou a necessidade de punições severas para os envolvidos em desvios de conduta dentro da corporação, reafirmando o compromisso da administração em combater a corrupção e a criminalidade entre os agentes de segurança pública.
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