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Aumento de assaltos em torno da Uerj leva estudantes a pedirem mais segurança

- Gabriel Marins, estudante da Uerj, relembra assalto violento em 2023. - A Grande Tijuca teve aumento de 53,7% nos roubos de celulares em 2024. - Estudantes lançaram abaixo-assinado com mais de 2.700 assinaturas por segurança. - Uerj busca reforço policial, enquanto a PM implementa novas estratégias. - Falta de iluminação e policiamento tornam a área vulnerável, especialmente à noite.

Gabriel Marins, estudante de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), recorda um episódio traumático vivido no final do ano passado. Ele e quatro amigos foram abordados por criminosos ao se dirigirem à estação de trem e metrô próxima à universidade. “Quatro garotos surgiram do escuro, colocaram um facão na barriga de […]

Gabriel Marins, estudante de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), recorda um episódio traumático vivido no final do ano passado. Ele e quatro amigos foram abordados por criminosos ao se dirigirem à estação de trem e metrô próxima à universidade. “Quatro garotos surgiram do escuro, colocaram um facão na barriga de uma das garotas e levaram todos os nossos celulares. Eles nos ameaçaram de morte. Foi aterrorizante”, relata Marins. Este incidente não é isolado, pois a região da Grande Tijuca registrou 1.456 roubos de celulares entre janeiro e novembro de 2024, um aumento de 53,7% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em resposta ao aumento da criminalidade, os estudantes lançaram um abaixo-assinado online que já conta com mais de 2.700 assinaturas, solicitando melhorias na segurança. Apesar da mobilização, os alunos afirmam que pouco foi feito até agora. A rampa da Radial Oeste, que conecta a estação Maracanã ao portão principal da Uerj, é considerada uma das áreas mais perigosas, devido à falta de iluminação e à ausência de policiamento, especialmente à noite. “Todos estamos assustados. Uma colega chegou a cogitar trancar o curso, mas desistiu porque o pai não permitiu”, desabafa Marins, enfatizando a necessidade urgente de segurança.

A Uerj informou que tem solicitado ao comando do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) um reforço na segurança ao redor da universidade e planeja reuniões para discutir soluções. A Polícia Militar, por sua vez, declarou que o 6º BPM adotou novas estratégias de policiamento, incluindo a presença de viaturas e patrulhas. A Polícia Civil, embora não tenha identificado um aumento significativo nos registros de assaltos, está investigando grupos criminosos que atuam na região e colaborando com a PM para coibir esses delitos.

A prefeitura foi contatada para comentar sobre a falta de iluminação na área, mas não respondeu até o fechamento desta edição. A situação continua a preocupar os estudantes, que clamam por medidas efetivas para garantir a segurança no entorno da universidade.

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