Durante uma operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, traficantes criaram uma nova barreira ao despejar óleo nas ruas, dificultando o acesso das polícias Civil e Militar. Imagens que circularam nas redes sociais mostram uma mulher escorregando no óleo, enquanto o governo do estado investiu cerca de R$ 11 milhões em 2024 para […]
Durante uma operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, traficantes criaram uma nova barreira ao despejar óleo nas ruas, dificultando o acesso das polícias Civil e Militar. Imagens que circularam nas redes sociais mostram uma mulher escorregando no óleo, enquanto o governo do estado investiu cerca de R$ 11 milhões em 2024 para remover barricadas, que incluem retroescavadeiras e caminhões. As facções, que utilizam essa tática há pelo menos 17 anos, podem gastar até R$ 100 mil na construção de barreiras.
O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos, explicou que as barricadas visam controlar o acesso e dificultar o avanço das forças de segurança, sendo uma “tática de guerrilha”. Inicialmente, as facções usavam materiais simples, mas a sofisticação aumentou, incluindo caçambas de lixo e blocos de concreto. Essas barreiras estão presentes em diversas comunidades do estado, funcionando como fortificações que complicam as operações policiais.
Além do uso de óleo, criminosos têm utilizado ônibus sequestrados como barricadas, bloqueando vias e dificultando o transporte público. Em ações recentes, foram sequestrados nove ônibus na Estrada do Itanhangá, e mais cinco em diferentes regiões, resultando em desvios de itinerário e interrupções no serviço. O impacto dessas táticas não se limita à segurança, pois restringem o direito de ir e vir da população e comprometem serviços essenciais.
Embora o uso de barricadas seja considerado crime de constrangimento ilegal, a tipificação carece de um marco legal mais robusto. Em 2024, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê penas de 3 a 5 anos para quem criar barricadas, mas o texto ainda aguarda análise no Senado. A identificação dos responsáveis é complexa, pois as ações são organizadas de forma dispersa, dificultando a responsabilização individual.
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