Uma intensa onda de frio que atinge os Estados Unidos, impactando até a posse de Donald Trump, deve se estender à Europa. O continente se prepara para a chegada do ciclone extratropical Éowyn, que trará chuvas fortes e ventos de até 145 km/h entre os dias 24 e 25 de fevereiro. As autoridades do Reino […]
Uma intensa onda de frio que atinge os Estados Unidos, impactando até a posse de Donald Trump, deve se estender à Europa. O continente se prepara para a chegada do ciclone extratropical Éowyn, que trará chuvas fortes e ventos de até 145 km/h entre os dias 24 e 25 de fevereiro. As autoridades do Reino Unido e da Irlanda alertam para riscos de quedas de energia, danos a edificações e bloqueios em rodovias.
Nos Estados Unidos, a frente fria é resultado do ar ártico que se deslocou para o sul, interagindo com o ar quente do Golfo do México. Essa interação gerou uma “onda baroclínica”, caracterizada por um alto gradiente de temperatura entre as massas de ar. Essa onda, conforme o serviço de meteorologia britânico Your Weather, é frequentemente precursora de sistemas de baixa pressão que formam ciclones.
Os ciclones extratropicais se formam pelo encontro de ar quente e frio, onde o ar quente e úmido sobe, criando instabilidade atmosférica. Essa dinâmica já provocou ventos superiores a 400 km/h sobre o oceano, contribuindo para a força da tempestade Éowyn ao se aproximar da Europa. O fenômeno é diretamente ligado à tempestade de neve que afeta o sul dos EUA.
O ar ártico chegou aos Estados Unidos devido a um comportamento anômalo do vórtex polar, uma área de baixa pressão que normalmente se restringe ao Ártico. Quando enfraquecido, o vórtex pode expandir-se, levando ar gelado a latitudes mais baixas. Cidades como Houston e Nova Orleans, que raramente enfrentam invernos rigorosos, estão registrando tempestades de neve e temperaturas negativas recordes.
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