Autoridades e cientistas do Reino Unido estão em alerta com a aproximação do iceberg A23a, o maior do mundo, que se encontra a menos de 300 km da ilha da Geórgia do Sul. Com uma área de aproximadamente 3.500 km², o iceberg, que é duas vezes maior que São Paulo, pode impactar a vida selvagem […]
Autoridades e cientistas do Reino Unido estão em alerta com a aproximação do iceberg A23a, o maior do mundo, que se encontra a menos de 300 km da ilha da Geórgia do Sul. Com uma área de aproximadamente 3.500 km², o iceberg, que é duas vezes maior que São Paulo, pode impactar a vida selvagem local, incluindo pinguins e focas, que já enfrentaram dificuldades em se alimentar devido a blocos de gelo semelhantes no passado. O capitão Simon Wallace, do navio Pharos, expressou preocupação, afirmando que “icebergs são inerentemente perigosos”.
O A23a se desprendeu da Plataforma Filchner em agosto de 1986 e ficou preso no fundo do Mar de Weddell por mais de 30 anos. Recentemente, começou a se mover em direção ao norte, onde águas mais quentes estão derretendo parte de sua estrutura. Cientistas do British Antarctic Survey monitoram sua trajetória por meio de imagens de satélite, e embora o iceberg tenha mantido sua forma até agora, há receios de que ele possa encalhar e se despedace, bloqueando o acesso das espécies a áreas de alimentação.
Mark Belchier, diretor de pesca e meio ambiente da Geórgia do Sul, destacou que, embora icebergs sejam comuns na região, eles podem causar problemas para embarcações. Ele acredita que os impactos sobre a vida selvagem seriam “altamente localizados e transitórios”. A biodiversidade da Geórgia do Sul é rica, abrigando uma das maiores Áreas Marinhas Protegidas do mundo, mas a mudança climática continua a trazer preocupações sobre o futuro do continente antártico e suas consequências para o nível do mar global.
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