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Descoberta de navio do Rei Hans revela segredos de um ‘castelo flutuante’ no Báltico

- Pesquisadores da Universidade de Lund descobriram o "Gribshunden" no Mar Báltico. - Artefatos como caneca de madeira e armas revelam riqueza e cultura do século 15. - O naufrágio, ligado ao Rei Hans, afundou por volta de 1495 durante uma cúpula. - Baixa salinidade preservou bem o navio, permitindo escavações promissoras. - Achados incluem especiarias exóticas, indicando comércio global da época.

Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram restos do navio “Gribshunden”, que pertenceu ao Rei Hans, governante da Dinamarca e Noruega entre 1455 e 1513. O naufrágio, localizado a 9,1 metros abaixo do Mar Báltico, ocorreu por volta de 1495, quando o monarca se dirigia a uma cúpula para unificar a região nórdica. Brendan […]

Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram restos do navio “Gribshunden”, que pertenceu ao Rei Hans, governante da Dinamarca e Noruega entre 1455 e 1513. O naufrágio, localizado a 9,1 metros abaixo do Mar Báltico, ocorreu por volta de 1495, quando o monarca se dirigia a uma cúpula para unificar a região nórdica. Brendan Foley, arqueólogo responsável pela escavação, relatou que a descoberta começou com uma caneca de madeira que emergiu do sedimento, revelando bolhas de gás que indicavam a presença de cerveja ou hidromel.

Foley, que já desenterrou diversos itens submersos, considera que os naufrágios oferecem informações valiosas sobre a vida e os costumes da época. O “Gribshunden” é especialmente significativo, pois representa a primeira geração de navios de guerra de transporte de artilharia, permitindo viagens longas e a exploração de novas terras. O casco do navio está bem preservado devido à baixa salinidade do Mar Báltico, o que protegeu a madeira de vermes carnívoros.

Até o momento, apenas 1% a 2% do local foi escavado, mas os achados já incluem bestas de madeira, armas de fogo antigas e uma bolsa de moedas de prata, que ajudam a entender a transição econômica da época. Além disso, foram encontradas especiarias exóticas, como cravos e pimenta-do-reino, importadas de regiões distantes, como a Indonésia. A caneca descoberta, feita de amieiro e esculpida em forma de coroa, sugere que o navio também tinha um papel cultural e administrativo.

Foley destacou que o “Gribshunden” funcionava como uma fortaleza militar e um centro para as políticas econômicas do Rei Hans. A análise dos artefatos recuperados está revelando evidências sobre a vida a bordo e a importância do navio na história nórdica.

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