Após mais de 2.200 dias de buscas, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontrou um fêmur com prótese na área da tragédia de Brumadinho. O material, que será submetido a exames de DNA e comparações com radiografias, traz esperança para a identificação de uma nova vítima. O rompimento da barragem da Vale, em janeiro […]
Após mais de 2.200 dias de buscas, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontrou um fêmur com prótese na área da tragédia de Brumadinho. O material, que será submetido a exames de DNA e comparações com radiografias, traz esperança para a identificação de uma nova vítima. O rompimento da barragem da Vale, em janeiro de 2019, resultou na morte de 270 pessoas, com três ainda desaparecidas. O governo contabiliza 272 vítimas, incluindo duas grávidas.
A nova comandante-geral dos Bombeiros, coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, afirmou que as buscas continuarão até a vistoria completa do rejeito. Com mais de 80% do material já inspecionado, a operação é considerada uma das maiores da história do Corpo de Bombeiros. A expectativa é que os trabalhos se estendam até 2025.
A Polícia Civil confirmou que os restos encontrados pertencem a Maria de Lurdes da Costa Bueno, a 268ª vítima identificada. Ela estava em Brumadinho a turismo e morreu aos 59 anos. Sua morte foi destacada pela Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum), que enfatizou a luta por justiça e memória.
O colapso da barragem em 25 de janeiro de 2019 liberou uma avalanche de rejeitos, soterrando a maioria das vítimas, que eram trabalhadores da mineradora ou de empresas terceirizadas. Até o momento, ninguém foi preso pelo desastre, que resultou na destruição de comunidades e degradação ambiental. O processo criminal, que envolve dezesseis réus, está em andamento, mas o ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, obteve habeas corpus e não é mais réu.
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