O traficante Emílio de Carlos Gongorra Castilho, conhecido como João Cigarreiro, é apontado pela Polícia Civil de São Paulo como o mandante do assassinato de Vinícius Gritzbach, ocorrido no aeroporto de Guarulhos em 8 de novembro de 2024. Gritzbach, delator do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi morto a tiros, e a polícia realiza uma […]
O traficante Emílio de Carlos Gongorra Castilho, conhecido como João Cigarreiro, é apontado pela Polícia Civil de São Paulo como o mandante do assassinato de Vinícius Gritzbach, ocorrido no aeroporto de Guarulhos em 8 de novembro de 2024. Gritzbach, delator do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi morto a tiros, e a polícia realiza uma operação para prender Cigarreiro, que já possui um mandado de prisão. Além disso, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao suspeito.
A operação conta com a participação de 116 policiais e, até o momento, a ex-companheira e o filho de Cigarreiro foram detidos. O traficante é conhecido por suas ligações com o crime organizado em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a investigação sugere que ele teria emprestado R$ 4 milhões a Gritzbach para investimentos em criptomoedas, o que pode ter motivado o assassinato. Cigarreiro também é investigado por sua atuação no tráfico de armas e por intermediar negócios entre o PCC e o Comando Vermelho.
Gritzbach, que havia sido sequestrado por Cigarreiro em 2022, alegou temer por sua vida devido às ligações do traficante com o CV. Durante o sequestro, ele ficou sob a custódia de integrantes do PCC e foi ameaçado de morte. O empresário foi atingido por quatro disparos ao desembarcar no aeroporto, e o veículo utilizado no crime foi encontrado abandonado nas proximidades, contendo munição de fuzil e um colete à prova de balas.
Além de Gritzbach, outras vítimas foram afetadas no ataque, incluindo o motorista Celso Araújo Sampaio de Novais, que não sobreviveu aos ferimentos. Gritzbach era alvo de uma recompensa pela sua morte, sendo acusado de ser o mandante do assassinato de Cara Preta, um narcotraficante ligado ao PCC, e de delatar policiais civis envolvidos em corrupção. Ele também era réu em processos relacionados a assassinatos anteriores, o que intensificou sua situação de vulnerabilidade dentro do cenário criminal.
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