A descoberta da tumba do antigo rei egípcio Tutmosis II foi anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito. Este é o primeiro sepulcro real encontrado desde 1922, quando a tumba de Tutancâmon foi desenterrada pelo arqueólogo britânico Howard Carter. A tumba, localizada a cerca de 2,4 quilômetros do Vale dos Reis, em Luxor, […]
A descoberta da tumba do antigo rei egípcio Tutmosis II foi anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito. Este é o primeiro sepulcro real encontrado desde 1922, quando a tumba de Tutancâmon foi desenterrada pelo arqueólogo britânico Howard Carter. A tumba, localizada a cerca de 2,4 quilômetros do Vale dos Reis, em Luxor, foi identificada por uma missão conjunta egípcio-britânica, que inicialmente acreditava que pertencia a uma das esposas do rei, devido à sua proximidade com a tumba da rainha Hatshepsut.
Após escavações internas, a equipe confirmou que se tratava de uma câmara funerária real. O local é incomum para esse tipo de sepultura, pois está próximo a fontes de água, o que causou danos significativos por inundação logo após a morte de Tutmosis II. A tumba contém um corredor com um revestimento de gesso branco e uma câmara funerária que se eleva quatro pés acima do piso, revelando detalhes sobre a arquitetura das tumbas do Império Novo.
O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mohamed Ismail Khaled, destacou a importância da descoberta, afirmando que os artefatos encontrados são uma adição significativa à história da área arqueológica e ao reinado de Tutmosis II. Entre os itens descobertos estão vasos de alabastro com inscrições que mencionam o rei e sua esposa Hatshepsut, além de fragmentos de textos religiosos, como partes do Livro de Amduat, um importante texto funerário.
Embora a tumba esteja em estado precário, com muitos objetos danificados e a maioria do ajuar funerário possivelmente relocada devido às inundações, a descoberta oferece uma oportunidade única para aprofundar o conhecimento sobre a história da região e o reinado de Tutmosis II. A equipe de arqueólogos planeja continuar as escavações no local pelos próximos dois anos, buscando mais informações sobre o rei e seu legado.
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