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Quadrilha de roubo de celulares no Rio operava com estrutura empresarial e extorsão organizada

- A Operação Omiros resultou na prisão de 37 membros de uma quadrilha organizada. - O grupo, ligado ao Comando Vermelho, extorquia vítimas usando dados da dark web. - Estrutura da quadrilha incluía núcleos para roubo, extorsão e revenda de celulares. - Criminosos enviavam ameaças com fotos de armas para intimidar e coagir vítimas. - Parte dos lucros era repassada a traficantes, fortalecendo o crime organizado.

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Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira, resultou na prisão de 37 pessoas ligadas a uma organização criminosa especializada em roubo de celulares e extorsão. A investigação, conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), revelou que o grupo operava com uma estrutura empresarial, dividida em três núcleos, cada […]

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira, resultou na prisão de 37 pessoas ligadas a uma organização criminosa especializada em roubo de celulares e extorsão. A investigação, conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), revelou que o grupo operava com uma estrutura empresarial, dividida em três núcleos, cada um com funções específicas. Os mandados de prisão foram cumpridos em locais como Duque de Caxias, Bangu e na Central do Brasil, onde os criminosos atuavam em áreas de grande circulação.

O principal líder identificado foi Diogo Ricardo Souza de Oliveira, conhecido como “Puff”, responsável pela logística de compra e venda dos celulares roubados. Outros membros, como Rennan Cássio Souza de Oliveira, o “Panda”, gerenciavam as finanças do grupo, enquanto Katsue da Silva Kurota e Reginaldo Soares Santos cuidavam da distribuição dos aparelhos. A quadrilha utilizava dados obtidos na dark web para ameaçar as vítimas, expondo informações pessoais e enviando fotos de armas para intimidá-las.

Os criminosos aplicavam golpes de phishing para obter senhas bancárias e desbloquear celulares, enviando mensagens ameaçadoras via WhatsApp e e-mail. A extorsão era uma prática comum, com os bandidos exigindo pagamentos para não divulgar dados pessoais. A estrutura financeira do grupo incluía um esquema de lavagem de dinheiro, com repasses para traficantes, especialmente para comunidades como a favela do Rato Molhado e o Complexo da Mangueirinha.

A operação, chamada Omiros, que significa “refém” em grego, foi desencadeada após dois anos de investigações, incluindo interceptações telefônicas que revelaram a organização e os métodos utilizados pelos criminosos. Durante a ação, foram apreendidos jóias, relógios e máquinas caça-níqueis, além de evidências que demonstram a ostentação dos integrantes nas redes sociais, financiada pelo crime.

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