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Rota descobre QG da ‘tropa de elite’ do PCC em Paraisópolis e prende três suspeitos

- O PCC desmantelou um QG em Paraisópolis, prendendo três membros da "restrita tática". - O grupo planejava atentados e fugas, investindo R$ 3 milhões em um plano contra Sergio Moro. - A facção utiliza treinamento militar avançado e comunicação criptografada para suas operações. - Carlos Alves Bezerra, envolvido no resgate de Marcola, foi morto em operação policial recente. - A "restrita tática" é uma unidade de elite do PCC, responsável por ações violentas e complexas.

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O núcleo do PCC (Primeiro Comando da Capital) envolvido no resgate de Marcola é composto por criminosos de alta periculosidade, conhecidos como “restrita tática”. Este grupo atua como uma tropa de elite, planejando ataques e fugas em massa, além de atentados contra autoridades. Investigações da Polícia Federal revelaram que o grupo investiu quase R$ 3 […]

O núcleo do PCC (Primeiro Comando da Capital) envolvido no resgate de Marcola é composto por criminosos de alta periculosidade, conhecidos como “restrita tática”. Este grupo atua como uma tropa de elite, planejando ataques e fugas em massa, além de atentados contra autoridades. Investigações da Polícia Federal revelaram que o grupo investiu quase R$ 3 milhões em um plano para assassinar o ex-juiz e senador Sergio Moro, que coordenou a transferência de Marcola para um presídio federal em 2019.

Recentemente, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) localizou um QG do PCC em Paraisópolis, São Paulo, onde três membros do núcleo foram presos. No local, foram encontrados um fuzil, oito granadas e outros materiais bélicos. O grupo é especializado em ações violentas, utilizando armamento pesado e táticas militares, e já foi responsável por ataques a agências bancárias e confrontos com forças de segurança.

Carlos Alves Bezerra, conhecido como Carlão, foi morto em uma operação policial em Campinas, suspeito de planejar o resgate de Marcola. Outro membro, Ivan Garcia Arruda, foi preso em setembro de 2024, em Sorocaba, por chefiar um plano de fuga. A facção também tramou o assassinato de agentes federais entre 2016 e 2017, evidenciando a gravidade da situação e a capacidade de ação do PCC.

As investigações indicam que a restrita tática mantém comunicação por meio de celulares com chips estrangeiros e criptografia, além de contar com uma rede de infiltrados no sistema prisional. A audácia do grupo é tal que há um edital de convocação para novos membros, que devem ter experiência em crimes violentos e passar por rigorosos treinamentos. A atuação desse núcleo representa um desafio significativo para as forças de segurança no Brasil.

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