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Bunker do PCC em São Paulo abriga granadas de guerra para ataques terroristas

- Bunker do PCC em Paraisópolis continha granadas artesanais e armamentos pesados. - Reunião da cúpula do PCC planejou resgate de Marcola, aumentando a tensão. - Três suspeitos foram detidos e um criminoso foi morto em operação policial. - Material bélico encontrado tem potencial letal similar a equipamentos militares. - Facção utiliza táticas de "novo cangaço" para ações violentas contra autoridades.

Na manhã desta segunda-feira, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) descobriu um bunker da “tropa de elite do PCC” em Paraisópolis, zona sul de São Paulo. O local abrigava oito granadas de guerra, semelhantes às utilizadas em ataques terroristas, com alcance de até 25 metros. Especialistas afirmam que o material bélico estava à disposição […]

Na manhã desta segunda-feira, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) descobriu um bunker da “tropa de elite do PCC” em Paraisópolis, zona sul de São Paulo. O local abrigava oito granadas de guerra, semelhantes às utilizadas em ataques terroristas, com alcance de até 25 metros. Especialistas afirmam que o material bélico estava à disposição da unidade conhecida como “restrita tática”, que planeja resgates e atentados.

Além das granadas, foram apreendidos mais de 50 quilos de drogas, um fuzil, carregadores, munição, colete à prova de balas, um “veículo-cofre”, roupas táticas e um bloqueador de sinal. O material explosivo, de fabricação caseira, possui alto potencial letal e é comparável a equipamentos militares. A perícia nos explosivos será realizada nos próximos dias para detalhar suas características.

A investigação aponta que uma reunião da cúpula do PCC, coordenada por Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal, originou um novo plano para o resgate de Marcola em novembro de 2023. Recentemente, a Rota também neutralizou Carlos Alves Bezerra, o Carlão, suspeito de planejar o resgate, em uma operação em Campinas. Outro envolvido, Ivan Garcia Arruda, o Degola, foi preso em setembro de 2024 em Sorocaba.

A “restrita tática” do PCC investiu quase R$ 3 milhões em um plano para assassinar o ex-ministro Sérgio Moro, utilizando recursos para alugar chácaras e adquirir veículos blindados e armas entre julho e outubro de 2022. As ações da facção seguem o modelo do “novo cangaço”, onde grupos armados enfrentam forças de segurança em assaltos a instituições financeiras.

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