Ao menos dezesseis trabalhadores da limpeza das estações da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo relataram casos de assédio moral durante o trabalho. As denúncias foram enviadas ao sindicato da categoria, que acionou o Ministério do Trabalho e Emprego. Na última sexta-feira, dia 21, ocorreu uma audiência com um representante da AT & Santos […]
Ao menos dezesseis trabalhadores da limpeza das estações da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo relataram casos de assédio moral durante o trabalho. As denúncias foram enviadas ao sindicato da categoria, que acionou o Ministério do Trabalho e Emprego. Na última sexta-feira, dia 21, ocorreu uma audiência com um representante da AT & Santos Consultoria e Serviços, empresa responsável pela contratação dos terceirizados, mas não houve consenso. Um novo encontro está agendado para 28 de junho.
André Filho, presidente do sindicato, afirmou que os representantes da empresa consideraram o assédio como algo subjetivo e não deram a devida atenção ao caso. Os sindicalistas ameaçam processar a empresa e registrar boletins de ocorrência se os responsáveis pelo assédio não forem punidos. André destacou que os supervisores tratam os trabalhadores de maneira desrespeitosa, comparando-os a “copos descartáveis”.
Mateus da Silva, um dos trabalhadores, relatou ter sido chamado de “viadinho” por um colega e que sua reclamação foi minimizada pelos superiores, resultando em sua suspensão e posterior demissão. Joselane Faustino, ex-supervisora operacional, corroborou as denúncias, mencionando que presenciou ofensas a funcionários mais velhos e um ambiente de trabalho hostil.
O Metrô de São Paulo declarou estar à disposição do Ministério do Trabalho e que tomará as medidas necessárias se forem identificados desvios contratuais ou de conduta. A reportagem não obteve resposta da AT & Santos Consultoria e Serviços, que permanece aberta a manifestações.
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