As colisões de aves com aviões no Brasil aumentaram significativamente, triplicando entre 2011 e 2023, totalizando 4.329 incidentes — uma média de quase 12 por dia. Em 2023, houve uma leve redução para 3.461, mas 2024 se destaca como o segundo ano com mais ocorrências nos últimos 14 anos. Se a tendência continuar, espera-se que […]
As colisões de aves com aviões no Brasil aumentaram significativamente, triplicando entre 2011 e 2023, totalizando 4.329 incidentes — uma média de quase 12 por dia. Em 2023, houve uma leve redução para 3.461, mas 2024 se destaca como o segundo ano com mais ocorrências nos últimos 14 anos. Se a tendência continuar, espera-se que em 2025 o número chegue a cerca de 3.800. As áreas próximas aos aeroportos são as mais afetadas, com nove em cada dez choques ocorrendo nessas regiões, onde as aeronaves voam mais baixo durante a decolagem e aterrissagem.
A demanda por voos, tanto domésticos quanto internacionais, voltou aos níveis pré-pandemia, com 118,3 milhões de passageiros transportados em 2024, um aumento de 5,6 milhões em relação ao ano anterior. O início de 2025 já apresenta um crescimento de 800 mil passageiros em comparação ao mesmo período de 2024. Recentemente, um avião da Latam colidiu com um pássaro ao decolar do Aeroporto Tom Jobim/Galeão, resultando em danos significativos e obrigando a aeronave a retornar. Outro incidente ocorreu com um avião da Gol, que também teve que voltar após um choque com uma ave.
Esses episódios têm gerado tensão e transtornos para os passageiros, além de prejuízos financeiros para as companhias aéreas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estima que o custo anual com reparos devido a colisões com aves chega a US$ 7,5 milhões. Nos Estados Unidos, entre 1988 e 2023, 76 pessoas perderam a vida em acidentes aéreos relacionados a choques com animais, a maioria aves. O aumento de incidentes no Brasil pode ser atribuído à maior subnotificação no passado e ao crescimento do tráfego aéreo.
A situação é crítica em alguns aeroportos, como em Porto Alegre, que, apesar de ser o décimo em movimentação de passageiros, ocupa a segunda posição em incidentes. Salvador também apresenta números acima da média. É essencial que as equipes de biólogos responsáveis pelo controle de aves nessas áreas adotem medidas eficazes para prevenir colisões, evitando atrasos, acidentes fatais e danos às empresas, além de proteger a vida dos animais.
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