Um temporal atingiu São Paulo na quarta-feira, com ventos superiores a 60 km/h, resultando em 343 relatos de quedas de árvores, número que representa mais da metade do total registrado em janeiro. O incidente mais grave envolveu a morte de um taxista, cujo veículo foi atingido por um tronco na Avenida Senador Queirós, no Centro. […]
Um temporal atingiu São Paulo na quarta-feira, com ventos superiores a 60 km/h, resultando em 343 relatos de quedas de árvores, número que representa mais da metade do total registrado em janeiro. O incidente mais grave envolveu a morte de um taxista, cujo veículo foi atingido por um tronco na Avenida Senador Queirós, no Centro. As quedas causaram interdições em vias e danos à rede elétrica, deixando dezenas de milhares de moradores sem energia.
O evento não é isolado, já que mudanças climáticas têm tornado episódios extremos mais frequentes. Um dos danos mais significativos foi a queda de um xixá histórico no Largo do Arouche, que tinha cerca de 200 anos e 30 metros de altura. A Prefeitura de São Paulo afirmou realizar avaliações periódicas e mantém 129 equipes para serviços de poda e prevenção, mas a eficácia dessas ações é questionada, dado o aumento da vulnerabilidade das árvores.
O botânico e paisagista Ricardo Cardim criticou a forma como a poda é realizada na cidade, sugerindo que ela pode ser prejudicial às árvores. Cardim defende a criação de um núcleo especializado para o plantio e manutenção das árvores urbanas, considerando que muitas espécies plantadas não são adequadas para o ambiente urbano e precisam de monitoramento constante.
Além do cuidado com as árvores, é necessário que as prefeituras adotem medidas mais abrangentes para se adaptar às mudanças climáticas. Isso inclui investimentos em obras de contenção de cheias, planos de contingência para emergências e sistemas de alerta. As práticas atuais não têm sido suficientes para enfrentar os desafios impostos por eventos climáticos extremos, e não há expectativa de que essa realidade mude.
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