Pesquisadores do Projeto Tamar em Sergipe alertaram o Ministério Público Federal (MPF) sobre ataques de cães a tartarugas marinhas em várias áreas do litoral do estado. Em 2024, foram registrados oito casos fatais, principalmente na região da Barra dos Coqueiros, entre Atalaia Nova e Pontal da Barra. Os ataques ocorrem durante a desova das tartarugas […]
Pesquisadores do Projeto Tamar em Sergipe alertaram o Ministério Público Federal (MPF) sobre ataques de cães a tartarugas marinhas em várias áreas do litoral do estado. Em 2024, foram registrados oito casos fatais, principalmente na região da Barra dos Coqueiros, entre Atalaia Nova e Pontal da Barra. Os ataques ocorrem durante a desova das tartarugas fêmeas, que são vulneráveis nesse momento.
De acordo com os pesquisadores, muitos cães circulam pela praia à noite, e moradores relatam que alguns são abandonados, enquanto outros possuem coleiras, mas os donos ainda não foram identificados. Além disso, a população local enfrenta dificuldades para lidar com os cães apreendidos, já que não há planos de manejo para esses animais nos municípios. A capital, Aracaju, também carece de um local apropriado para a destinação dos cães.
Sergipe é a principal área de desova da tartaruga Oliva no Brasil, e outras espécies, como as tartarugas Cabeçuda, de Pente e Verde, também desovam na região, embora em menor quantidade. O MPF informou que uma ação judicial sobre a questão está em andamento na Justiça Estadual e que as novas denúncias dos pesquisadores foram comunicadas à promotora de Justiça responsável.
O MPF planeja discutir o assunto em uma audiência pública sobre animais de rua em Sergipe, programada para abril. A situação destaca a necessidade urgente de medidas para proteger as tartarugas marinhas e gerenciar a população de cães na região.
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