Os incêndios florestais na Coreia do Sul já resultaram na morte de 28 pessoas e devastaram grande parte do complexo do templo budista Gounsa, fundado em 681 d.C.. Aproximadamente 20 das 30 estruturas do templo foram completamente consumidas pelas chamas, incluindo dois edifícios considerados tesouros nacionais: o Gaunru, construído em 1668, e o Yeonsujeon, erguido […]
Os incêndios florestais na Coreia do Sul já resultaram na morte de 28 pessoas e devastaram grande parte do complexo do templo budista Gounsa, fundado em 681 d.C.. Aproximadamente 20 das 30 estruturas do templo foram completamente consumidas pelas chamas, incluindo dois edifícios considerados tesouros nacionais: o Gaunru, construído em 1668, e o Yeonsujeon, erguido em 1904. O monge sênior Doryun expressou sua tristeza ao afirmar: “Sinto-me realmente vazio. A vida é transitória”.
O templo, situado ao pé da montanha Deungun, pegou fogo em 25 de março, com ventos fortes agravando a situação. Antes do incêndio, a Korea Heritage Service conseguiu transferir algumas relíquias valiosas, como uma estátua de Buda, para áreas seguras em North Gyeongsang. Entretanto, uma grande estátua de Buda dourada não pôde ser removida e foi coberta com tecidos e mantas retardantes de fogo. No Hahoe Folk Village, um Patrimônio Mundial da UNESCO, medidas preventivas foram adotadas para proteger o telhado de palha.
O incêndio na província de Gyeongsangbuk-do começou em 22 de março e se espalhou rapidamente, ameaçando a cidade de Andong, onde fica o Hahoe Folk Village. A evacuação de moradores foi recomendada em 27 de março. Nos últimos cinco dias, 38.665 hectares foram queimados ou ainda estavam em chamas, e mais de 300 estruturas foram destruídas, forçando a evacuação de pelo menos 37.800 pessoas. Este evento já é considerado o pior incêndio florestal da história do país, superando o recorde anterior de 24.000 hectares em março de 2000.
Comparando com outros incêndios, os incêndios de Palisades e Eaton em Los Angeles, ocorridos no mesmo ano, queimaram cerca de 40.000 acres. As autoridades continuam a monitorar a situação e a implementar medidas de contenção para evitar mais danos.
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