O biólogo brasileiro Lucas Campos, de 36 anos, estava no 24° andar de seu escritório em Bangkok, Tailândia, quando um terremoto de magnitude 7.7 atingiu o sudeste asiático na última sexta-feira, 28 de outubro. O epicentro do sismo foi localizado próximo à cidade de Mandalay, em Mianmar, a aproximadamente 1.230 quilômetros de distância. Esta foi […]
O biólogo brasileiro Lucas Campos, de 36 anos, estava no 24° andar de seu escritório em Bangkok, Tailândia, quando um terremoto de magnitude 7.7 atingiu o sudeste asiático na última sexta-feira, 28 de outubro. O epicentro do sismo foi localizado próximo à cidade de Mandalay, em Mianmar, a aproximadamente 1.230 quilômetros de distância. Esta foi a primeira vez que Campos sentiu um medo intenso de morte devido a um tremor, relatando que a sensação foi semelhante a uma experiência anterior de perigo extremo na Amazônia.
O terremoto causou destruição significativa em Mianmar, resultando em 1.644 mortes e 3.408 feridos, além de 139 desaparecidos, conforme informações da TV estatal do país, atualmente sob uma junta militar. Na Tailândia, a força do tremor provocou a queda de um prédio em construção, resultando em 17 mortes, 32 feridos e 83 desaparecidos. Campos comentou que seus colegas tailandeses, com idades entre 45 e 50 anos, nunca haviam vivenciado algo semelhante.
Durante o terremoto, Campos percebeu os lustres de seu escritório balançando e a estrutura do prédio se movendo como um pêndulo. Ele e outros funcionários foram forçados a descer pela escada de emergência, enfrentando congestionamentos que aumentaram a tensão. Em meio ao caos, Campos enviou mensagens à esposa, pedindo que, caso algo acontecesse, ela avisasse sua família. Ele conseguiu pegar sua mochila com o passaporte antes de deixar o prédio.
Após o tremor, Bangkok rapidamente voltou à normalidade, com o abastecimento de água e luz intactos. Campos observou que restaurantes e lojas reabriram no dia seguinte. No entanto, seu escritório foi interditado devido a rachaduras, e ele aguarda orientações sobre como trabalhar remotamente. Com um vínculo anterior em Mianmar, Campos tenta contatar ex-colegas para obter mais informações sobre a situação no país, mas ainda não obteve respostas.
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