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Polícia realiza operação contra tráfico de lixo no Caju e identifica empresas envolvidas

Operação Expurgo desmantela esquema de tráfico que cobrava taxas para descarte de lixo no Caju, causando danos ambientais de R$ 5 milhões.

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Uma operação policial no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, descobriu que traficantes estavam cobrando empresas para permitir o descarte de lixo. A ação, chamada Operação Expurgo, revelou que essa prática causou danos ao meio ambiente de cerca de 5 milhões de reais. Dez empresas foram identificadas como envolvidas nesse esquema, que resultou na formação de um grande lixão, contaminando o solo e prejudicando a vegetação local. Uma dessas empresas, que tinha contrato com a prefeitura, foi acusada de desviar equipamentos para ajudar no descarte irregular. A polícia também notou que os traficantes estavam aterrando áreas para expandir uma comunidade próxima. Como parte da operação, 17 caminhões usados pelas empresas foram sequestrados. Após a ação, técnicos farão uma avaliação do lixo acumulado e dos danos causados. Em um caso separado, a polícia resgatou um homem que estava sendo torturado por traficantes, resultando em um confronto que levou à morte de um criminoso. A situação mostra como o tráfico de drogas está ligado a problemas de descarte de lixo, afetando a saúde ambiental da região.

Uma operação policial realizada na manhã de quarta-feira, 9 de abril de 2025, na região do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, resultou na identificação de um esquema de tráfico relacionado ao descarte irregular de lixo. A Operação Expurgo, conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), revelou prejuízos ambientais que chegam a R$ 5 milhões. A investigação começou após denúncias de que traficantes estavam cobrando taxas de empresas para permitir o descarte de resíduos.

Os agentes descobriram que dez empresas estavam envolvidas em práticas ilegais, contribuindo para a formação de um grande lixão na área, que contamina o lençol freático e prejudica a vegetação de mangue. Uma das empresas, que possui contrato com a prefeitura, foi investigada por desviar maquinários para ajudar no esvaziamento do lixão. A polícia também destacou que os traficantes estão aterrando áreas para expandir a comunidade do Parque Alegria.

Como parte das ações, a DPMA solicitou à Justiça o sequestro de 17 caminhões utilizados pelas empresas envolvidas no esquema. Após a operação, técnicos do Inea farão uma avaliação da quantidade de lixo acumulado e dos danos ambientais causados. Além disso, em um incidente separado, a polícia resgatou um homem que havia sido capturado por traficantes e estava sendo torturado, resultando em um confronto que culminou na morte de um criminoso.

A situação no Caju evidencia a complexa relação entre o tráfico de drogas e a exploração econômica de serviços essenciais, como o descarte de lixo, que afeta diretamente a saúde ambiental da região.

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