O caso de Evaëlle Dupuis, uma menina de 11 anos que se suicidou em 2019 após sofrer bullying, gerou grande repercussão na França. Recentemente, a professora Pascale B. foi absolvida de acusações de assédio moral. O tribunal decidiu que não havia provas suficientes de que a professora tinha a intenção de prejudicar a saúde mental da criança. Os pais de Evaëlle, insatisfeitos com a decisão, planejam recorrer. Durante o julgamento, testemunhos de alunos e funcionários mostraram opiniões diferentes sobre a professora, que foi descrita como autoritária por alguns e exigente por outros. A promotoria havia pedido uma pena de 18 meses de prisão, alegando que a professora normalizou o bullying. O caso também destacou falhas no sistema de proteção contra o assédio escolar, já que a menina continuou a ser humilhada mesmo após mudar de escola.
O caso de uma menina que se suicidou em 2019 após ser vítima de bullying gerou grande repercussão na França. Recentemente, a professora Pascale B. foi absolvida de acusações de assédio moral, com o tribunal afirmando que não se provou a intencionalidade de seus atos. Os pais da vítima, que se sentem desamparados pela decisão, planejam recorrer.
O Tribunal de Pontoise, que analisou o caso, considerou que a professora não buscou intencionalmente degradar a saúde mental da criança. A defesa argumentou que os métodos de ensino da professora eram questionáveis, mas não houve evidências suficientes para sustentar as acusações. A advogada dos pais, Delphine Meillet, criticou a decisão, afirmando que a menina foi desprezada novamente.
Durante o julgamento, testemunhos de alunos e funcionários da escola apresentaram visões divergentes sobre a conduta da professora. Enquanto alguns a descreveram como autoritária, outros a consideraram exigente, mas capaz de ajudar os alunos. A promotoria havia solicitado uma pena de 18 meses de prisão, alegando que a professora normalizou comportamentos de bullying entre os alunos.
O caso também expôs falhas no sistema de proteção contra o assédio escolar na França. Os pais relataram que a menina foi humilhada e isolada em sala de aula, e que a mudança de escola não resolveu a situação. O bullying persistiu, culminando em um episódio em que a professora organizou uma reunião com os agressores, o que agravou ainda mais o sofrimento da criança.
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