Uma operação da Polícia Nacional e da Agência Tributária apreendeu 150 kg de cocaína no porto de Vigo, que se tornou um importante ponto de entrada de drogas na Espanha. A droga estava escondida no casco de um navio e a apreensão contou com a ajuda da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. A investigação começou em abril, após um alerta da DEA sobre um carregamento suspeito. Desde a abertura de uma nova rota comercial com a América do Sul, a atividade de mafias no porto aumentou, com mais de 10 toneladas de cocaína apreendidas nessa rota, que passa por portos na Colômbia e no Equador. A investigação continua e ainda não há detenções.
Vigo se consolida como principal porta de entrada de cocaína na Espanha
Uma operação conjunta da Polícia Nacional e da Agência Tributária apreendeu 150 kg de cocaína no porto de Vigo, reforçando a posição da cidade como um dos principais pontos de entrada de drogas na Espanha. A ação contou com a colaboração da DEA (Drug Enforcement Administration), agência antidrogas dos Estados Unidos.
A droga estava escondida no casco de um navio, abaixo da linha d’água, exigindo a intervenção de mergulhadores do Grupo Especial de Operações e agentes da Base Marítima de Vigilância Aduaneira. O valor estimado da cocaína apreendida é de quatro milhões de euros.
A investigação teve início em abril, após a DEA alertar sobre a possível entrada de um carregamento de cocaína no porto de Vigo, transportado por um navio porta-contêineres. A polícia suspeitava que o método de ocultação seria o “adosamento” na parte submersa do casco.
Desde a inauguração de uma nova rota comercial com a América do Sul em abril de 2024, operada pela companhia alemã Hapag Lloyd, a atividade de mafias no porto de Vigo aumentou significativamente. A nova linha marítima, que transporta frutas e pescados congelados, também se tornou uma oportunidade para organizações criminosas, especialmente as de origem balcânica.
Até o momento, mais de 10 toneladas de cocaína foram apreendidas em carregamentos que utilizavam essa rota, que faz escalas em portos como Guayaquil (Equador), Buenaventura (Colômbia) e Cartagena (Colômbia). A investigação segue em andamento e não há detidos até o momento.
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