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PCC e ‘Ndrangheta se destacam no uso de tecnologia para crimes digitais e tráfico de drogas

Facções como PCC e 'Ndrangheta se adaptam ao crime digital, utilizando criptomoedas e tecnologia para expandir operações. A cooperação Brasil-Itália é crucial.

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Facções criminosas brasileiras, como o PCC, estão usando novas tecnologias digitais para expandir suas atividades ilegais. O especialista Antonio Nicaso, durante um evento no Brasil, explicou que essas organizações estão adotando criptomoedas e sistemas de comunicação seguros. Um exemplo disso foi em 2018, quando um membro da ‘Ndrangheta tentou pagar um carregamento de cocaína com bitcoins, mas o PCC não aceitou por não entender a moeda digital. Desde então, o PCC se adaptou e agora é um dos grupos mais preparados para usar criptomoedas. Nicaso também mencionou que essas facções estão recrutando especialistas em tecnologia para atuar na dark web e realizar fraudes. Ele falou sobre o crime organizado híbrido, que opera tanto online quanto offline, e destacou que as facções estão investindo em tecnologias para facilitar o tráfico, como invadir sistemas de portos. Investigações recentes mostraram a ligação entre o PCC e a ‘Ndrangheta, usando o Porto de Paranaguá para o tráfico de drogas. A colaboração entre Brasil e Itália tem sido importante no combate a esses crimes, com representantes de várias instituições participando do evento para fortalecer essa união.

As facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), estão se adaptando rapidamente ao uso de tecnologias digitais, segundo o especialista em máfias Antonio Nicaso. Durante a 12ª Semana Internacional da Fundação Magna Grécia, Nicaso destacou que essas organizações estão explorando criptomoedas e sistemas de comunicação criptografados para expandir suas operações.

Um exemplo emblemático ocorreu em 2018, quando um membro da máfia italiana ‘Ndrangheta tentou pagar um carregamento de cocaína com bitcoins, mas a facção brasileira recusou, alegando falta de conhecimento sobre a moeda digital. Desde então, o PCC evoluiu e agora é considerado um dos grupos mais preparados para lidar com novas oportunidades financeiras, incluindo investimentos em criptomoedas.

Nicaso, que é professor na Queen’s University e diretor do laboratório de cibercrime Cybrec, enfatizou a necessidade de cooperação entre Brasil e Itália no combate a esses crimes. Ele afirmou que tanto o PCC quanto o Comando Vermelho (CV) têm recrutado profissionais de tecnologia para explorar a dark web e realizar fraudes digitais.

Desafios do Crime Organizado

O especialista também abordou o conceito de crime organizado híbrido, onde as organizações operam tanto online quanto offline. Ele destacou que, além de utilizar criptomoedas, essas facções investem em tecnologias que facilitam suas operações, como a invasão de sistemas de portos para evitar inspeções de carregamentos de drogas.

As investigações recentes, como a Operação Mafiusi, revelaram a interconexão entre o PCC e a ‘Ndrangheta, com operações que utilizam o Porto de Paranaguá para o tráfico internacional de drogas. Nicaso ressaltou que o Brasil sempre teve um papel crucial na história da ‘Ndrangheta, especialmente no fornecimento de cocaína.

Cooperação Internacional

A colaboração entre as autoridades brasileiras e italianas tem se mostrado eficaz, com a expectativa de que continue a melhorar. O evento no Rio de Janeiro contou com a presença de representantes de diversas instituições, incluindo a Agência Nacional de Cibersegurança e a Direção de Investigação Antimáfia da Itália, reforçando a importância da união de esforços no combate ao crime organizado.

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