Em 2023, uma nova ilha apareceu no Mar Cáspio após a erupção do Vulcão Kumani Bank, localizada a cerca de 25 quilômetros da costa do Azerbaijão. Essa ilha, que tinha aproximadamente 400 metros de diâmetro, foi registrada por satélites da NASA em fevereiro daquele ano. No entanto, em dezembro de 2024, a ilha já havia desaparecido. A erupção do vulcão, que é conhecido por criar ilhas temporárias, também gerou uma pluma de sedimentos na água. Esse fenômeno não é novo na região, já que o vulcão Kumani Bank tem um histórico de erupções que resultaram em ilhas desde 1861. A erosão causada pela água e pelo vento fez com que a terra emergida voltasse a ficar submersa. O Azerbaijão possui mais de 300 vulcões de lama, devido à sua localização entre as placas tectônicas da Arábia e da Eurásia.
Satélites da NASA registraram a formação de uma nova ilha no Mar Cáspio em 2023, que desapareceu em dezembro de 2024. Localizada a cerca de 25 quilômetros da costa do Azerbaijão, a ilha, com 400 metros de diâmetro, é chamada de “ilha fantasma”.
Imagens de satélite feitas em novembro de 2022 não mostraram a presença de ilhas na área, nem a cratera do Vulcão Kumani Bank. A erupção do vulcão submerso, que ocorreu no início de 2023, resultou na formação da ilhota, registrada em fevereiro daquele ano, junto com uma pluma de sedimentos.
Erosão e Desaparecimento
A ilha surgiu entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro de 2023 e, quase dois anos depois, já havia praticamente desaparecido. A erosão causada pela água e pelos ventos fez com que a terra voltasse a ficar submersa. Este fenômeno não é inédito; o Vulcão Kumani Bank já havia gerado ilhas temporárias desde 1861.
As erupções desse vulcão de lama são comuns na região, que possui mais de 300 vulcões de lama. A atividade tectônica intensa e a alta taxa de sedimentação contribuem para a formação dessas ilhas. A erupção mais significativa foi em 1950, quando uma ilha de 700 metros de diâmetro e 6 metros de altura surgiu.
Vulcões de Lama
Os vulcões de lama são formados por uma mistura de fluidos, gases e sedimentos que emergem devido à pressão subterrânea. O geólogo Mark Tingay, da Universidade de Adelaide, destacou que esses vulcões são “maravilhosos e esquisitos”, mas ainda pouco estudados. Cientistas acreditam que vulcões semelhantes possam existir em Marte.
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