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Cozinheira trans Danielly Rocha é encontrada morta no Rio de Janeiro e gera comoção

Cozinheira trans Danielly Rocha é encontrada morta no Rio; amigos arrecadam fundos para traslado do corpo ao Pará enquanto polícia investiga o caso.

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Danielly Rocha, uma cozinheira trans de 37 anos, foi encontrada morta na madrugada de sábado na Lapa, Rio de Janeiro. Seu corpo estava no corredor do prédio onde morava, sem lesões visíveis. Testemunhas disseram que ela entrou em casa com um homem, que saiu sozinho algumas horas depois. A Polícia Civil está investigando o caso e analisando imagens de câmeras de segurança. Amigos de Danny estão arrecadando dinheiro online para levar seu corpo de volta ao Pará, seu estado natal, onde será enterrada. Ela era conhecida por seu trabalho em projetos sociais e pela paixão pela cozinha, tendo se formado em um curso de gastronomia em 2023. A ONG Gastromotiva e a CasaNem, onde ela trabalhava, lamentaram sua morte e pediram justiça. A deputada Dani Balbi também se manifestou, destacando a necessidade de investigar as circunstâncias da morte de Danny, que é mais um caso de violência contra pessoas trans no Brasil.

Danielly Rocha, uma cozinheira trans de 37 anos, foi encontrada morta na madrugada do último sábado, na Lapa, Rio de Janeiro. O corpo estava no corredor do prédio onde residia, na Rua do Riachuelo, sem lesões aparentes. A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá). Testemunhas afirmaram que Danny entrou em casa acompanhada de um homem, que saiu sozinho algumas horas depois.

Amigos de Danielly organizam uma vaquinha online para arrecadar R$ 25 mil e custear o traslado do corpo para o Pará, seu estado natal. O sepultamento é um pedido da família, que não tem condições financeiras para realizar o traslado. “Ela sempre falava com muita felicidade do Pará”, disse Gabriel Van, amigo de Danny.

Formada pela ONG Gastromotiva em 2023, Danielly era conhecida por seu trabalho em projetos sociais, como a CasaNem, um centro de acolhimento para a comunidade LGBTIAPN+. “Ela era responsável pela cozinha e cuidava das pessoas acolhidas”, afirmou Manuela Menandro, amiga próxima. A causa da morte ainda não foi confirmada, mas o caso gerou grande comoção nas redes sociais.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) lamentou a morte de Danny, destacando a violência enfrentada pela comunidade trans no Brasil. Em 2024, 122 pessoas trans e travestis foram mortas no país, segundo um dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) acompanha o caso e exige respostas sobre as circunstâncias da morte.

A ONG Gastromotiva e a CasaNem publicaram mensagens de luto, ressaltando o legado de “resistência, solidariedade e afeto por meio da gastronomia” deixado por Danielly. A comunidade clama por justiça e pela investigação adequada do caso, que expõe a realidade da violência contra pessoas trans no Brasil.

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