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Golpistas usam biometria facial para fraudar aposentadorias e aplicar golpes no Brasil

Golpistas usam biometria facial para fraudar aposentadorias no Brasil; vítimas enfrentam dificuldades para cancelar empréstimos.

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Duas mulheres foram presas em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por fraudar a biometria facial de uma aposentada, que perdeu 80% de sua renda. As golpistas se passaram por agentes de saúde e foram até a casa da vítima, alegando que precisavam tirar uma foto para agilizar uma cirurgia pelo SUS. Na verdade, elas usaram a foto para fazer reconhecimento facial e contratar empréstimos em nome da idosa sem que ela percebesse. A aposentada, que recebia R$ 1.518, agora recebe apenas R$ 300 após os descontos dos empréstimos. A Prefeitura de São Bernardo do Campo alertou que agentes de saúde não fazem fotos ou coletam dados biométricos durante as visitas. A polícia investiga outros envolvidos no golpe e já identificou mais vítimas.

Duas golpistas foram presas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, após fraudar a biometria facial de uma aposentada. A vítima, que perdeu 80% de sua renda, relatou que sua aposentadoria de R$ 1.518,00 foi reduzida para R$ 300,00 devido a empréstimos consignados contratados sem seu consentimento.

As golpistas se apresentaram como agentes de saúde e alegaram que a visita era para agilizar uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a visita, elas simularam a coleta de uma foto, mas na verdade realizaram o reconhecimento facial para aplicar o golpe. A Polícia Civil identificou as suspeitas, Joyce Melo dos Santos e Denise Silveira Pinheiro, que já tinham histórico de estelionato.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo emitiu um alerta, esclarecendo que agentes comunitários de saúde não realizam fotografias ou coleta de dados biométricos durante as visitas. A polícia investiga outros quatro suspeitos envolvidos no esquema e busca formas de ajudar as vítimas a reverter os prejuízos financeiros.

Além desse caso, quadrilhas têm utilizado o golpe da biometria facial em diversas partes do Brasil. Em Florianópolis, um morador acreditou ter encontrado uma oportunidade de emprego, mas acabou tendo um carro financiado em seu nome no valor de R$ 69 mil. Em Guarapuava, no Paraná, uma mulher foi enganada durante uma entrevista de emprego e teve um carro financiado em seu nome por R$ 170 mil.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que cada instituição financeira possui sua própria política de análise e devolução, considerando as evidências apresentadas pelos clientes. As vítimas ainda enfrentam dificuldades para cancelar os descontos mensais dos empréstimos fraudulentos.

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