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Conflito entre elefantes e comunidades no Maláui gera mortes e destruição de plantações

Moradores do Maláui enfrentam invasões de elefantes após relocação, resultando em mortes e destruição de plantações. Ação judicial busca indenizações.

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Rodwell Chalilima, um agricultor de 45 anos no Maláui, observa seu campo de milho destruído por elefantes que invadiram sua propriedade. Ele relata que a situação piorou desde que 263 elefantes foram transferidos para o Parque Nacional de Kasungu, há três anos, como parte de um projeto de conservação. Moradores locais, como Kannock Phiri, perderam entes queridos em ataques de elefantes e agora buscam indenizações contra o International Fund for Animal Welfare (IFAW), que ajudou na relocação dos animais. Eles alegam que a falta de cercas adequadas permite que os elefantes entrem em suas terras, causando destruição e até mortes. O IFAW reconheceu que houve conflitos, mas afirma que seu papel foi apenas de apoio ao governo, que está construindo cercas para conter os elefantes. Comunidades afetadas pedem ajuda, mas sentem que não estão recebendo o suporte necessário.

À medida que o amanhecer surge sobre o Maláui, Rodwell Chalilima observa seu campo de milho devastado por elefantes. Ele relata que a invasão dos animais, que já conta com quase duzentos elefantes, tem causado destruição e tragédias. Chalilima, pai de seis filhos, se sente impotente diante da situação.

O problema começou há três anos, quando duzentos e sessenta e três elefantes foram transferidos para o Parque Nacional de Kasungu, em um esforço para aliviar a superpopulação nas reservas. Essa ação, apoiada por ONGs de conservação, foi vista como um sucesso, mas gerou conflitos com as comunidades locais. Moradores de Chisinga e outras vilas relatam que os elefantes invadem suas plantações, resultando em perdas significativas e até mortes.

Uma ação judicial foi movida contra o International Fund for Animal Welfare (IFAW), que ajudou na relocação dos elefantes. Os moradores buscam milhões de dólares em indenizações, alegando que a falta de cercas adequadas permite que os animais entrem em áreas habitadas. O escritório de advocacia britânico Leigh Day representa dez reclamantes que afirmam que pelo menos doze pessoas perderam a vida devido a esses conflitos.

Kannock Phiri, de 35 anos, lamenta a morte da esposa, que foi pisoteada por elefantes enquanto colhia vegetais. Ele critica a falta de apoio após a tragédia, afirmando que o parque apenas forneceu um caixão e um pouco de comida para o funeral. O IFAW reconheceu os conflitos, mas defende que seu papel foi limitado a apoio financeiro e consultoria ao governo.

O governo do Maláui informou que oitenta e quatro por cento de uma cerca de cento e trinta e cinco quilômetros já foi concluído para conter os elefantes. O porta-voz do ministério da vida selvagem, Joseph Nkosi, afirmou que a assistência às comunidades afetadas é oferecida caso a caso. Kaston Nyirenda, líder da vila de Mbuluunde, expressou a necessidade de ajuda, ressaltando que a conservação não deve ocorrer à custa da vida das pessoas.

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