Ana Carolina de Souza, de 19 anos, faleceu após 54 dias internada devido a ferimentos graves que sofreu ao ser atropelada e arrastada por seu namorado, George Lucas Pereira Lins Fernandes, em Apucarana. O acidente ocorreu enquanto ela segurava sua filha de dois anos, que conseguiu se salvar ao ser lançada para o lado. Ana Carolina foi levada a hospitais, onde passou por cirurgias, mas não resistiu. George, que alegou não ter visto a namorada atrás do carro, foi preso no dia do atropelamento e indiciado por tentativa de homicídio qualificado. Com a morte dela, ele pode ser acusado de homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos, além de omissão de socorro. O caso agora será julgado pelo Tribunal do Júri.
Após 54 dias de internação, Ana Carolina de Souza, de 19 anos, faleceu no domingo (11) em Curitiba. Ela foi atropelada e arrastada por seu namorado, George Lucas Pereira Lins Fernandes, de 25 anos, em Apucarana, no Paraná. O incidente ocorreu em 15 de março, enquanto Ana Carolina segurava sua filha de dois anos. Ao perceber o perigo, ela conseguiu lançar a criança para o lado, evitando o impacto.
Ana Carolina sofreu fraturas na cintura, nos membros inferiores e hemorragias internas. Após ser socorrida em estado grave, foi transferida para o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, onde passou por diversas cirurgias e ficou na UTI. Infelizmente, não resistiu às complicações dos ferimentos.
Mudanças no Processo
George, que inicialmente alegou não ter visto Ana Carolina atrás do carro ao dar marcha à ré, foi preso no dia do acidente. Seu relato apresentou contradições, já que testemunhas afirmaram ter gritado para que ele parasse. O vendedor admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do atropelamento, o que levantou dúvidas sobre sua versão dos fatos.
O caso foi investigado pela Polícia Civil do Paraná, que indiciou George por tentativa de homicídio qualificado. A hipótese de feminicídio foi descartada, pois não houve discussão entre o casal antes do atropelamento. Após doze dias, ele foi solto por decisão judicial, enquanto a defesa tentava desclassificar a acusação.
Com a morte de Ana Carolina, o cenário processual muda. O Ministério Público pode denunciá-lo por homicídio qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos, além de omissão de socorro. Se isso ocorrer, George será julgado pelo Tribunal do Júri, que costuma ser rigoroso em casos de crimes contra a vida.
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