A praia de Atafona, no Rio de Janeiro, está perdendo terreno para o mar. Muitas casas e prédios já foram submersos, e cerca de 500 edifícios estão sob as ondas. Sônia Ferreira, uma aposentada, conta que perdeu duas casas para a erosão. Nos últimos 70 anos, a região tem perdido cerca de cinco metros de terra por ano. A erosão é um processo que já ocorria antes da ocupação humana, mas as barragens no rio Paraíba do Sul pioraram a situação, reduzindo a quantidade de areia que chega à costa. Além disso, a elevação do nível do mar, que subiu 13 centímetros entre 1990 e 2020 e pode subir mais 21 centímetros até 2050, agrava o problema. Especialistas alertam que o aquecimento global está intensificando a força das ondas e dos ventos. Algumas soluções sugeridas incluem a remoção das famílias afetadas, mas muitos resistem a essa ideia. Sônia destaca que, apesar das dificuldades, as pessoas não vão ficar paradas vendo suas casas desaparecerem.
A erosão costeira em Atafona, no município de São João da Barra, Rio de Janeiro, se intensifica. A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a localidade como uma das 31 mais ameaçadas do mundo pela elevação do nível do mar, que já subiu 13 centímetros entre 1990 e 2020 e pode aumentar mais 21 centímetros até 2050.
Cerca de quinhentos edifícios da região estão submersos. Sônia Ferreira, aposentada, relata que perdeu duas casas para o mar e a areia. “Minha casa era aqui”, afirma. A erosão em Atafona ocorre há pelo menos setenta anos, com uma perda média de cinco metros por ano. A região, situada no delta do rio Paraíba do Sul, enfrenta um processo que, segundo a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Thaís Baptista, é parcialmente natural, mas acelerado por intervenções humanas.
Causas da Erosão
As barragens na bacia do Paraíba do Sul, que totalizam novecentas e quarenta e três, reduzem a vazão do rio e a quantidade de sedimentos que chegam à costa. Essa diminuição contribui para o desequilíbrio entre a areia retirada pelo mar e a que deixa de ser depositada. O aquecimento global também agrava a situação, aumentando a força das ondas e dos ventos.
Eduardo Bulhões, geógrafo marinho da UFF, explica que o aumento da temperatura do planeta resulta em mais água evaporando, o que intensifica os ventos e as ondas. A combinação desses fatores torna a situação de Atafona ainda mais crítica.
Desafios e Soluções
Estudos anteriores sugeriram a remoção de famílias afetadas como uma solução, mas essa proposta enfrenta resistência. Moradores e autoridades locais hesitam em abandonar suas casas, mesmo cientes da luta contra a força da natureza. Sônia Ferreira destaca a necessidade de ação: “A gente sabe que não cuidou direito do planeta, e hoje estamos pagando a conta”. A comunidade de Atafona continua a enfrentar um futuro incerto, lutando para preservar o que resta de sua história e identidade.
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