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Ministério Público do Rio desmantela novo grupo de matadores de aluguel em operação

Operação do Ministério Público do Rio desmantela novo grupo criminoso, com prisões de policiais militares e ligação a execuções.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil realizaram uma operação contra um novo grupo criminoso chamado Novo Escritório do Crime, que é acusado de assassinatos e tráfico de armas. O grupo é liderado por Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como Ganso, que já está preso. Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão, incluindo três policiais militares. O grupo é acusado de ter executado pelo menos duas pessoas em 2021, utilizando armamento pesado. As investigações revelaram que os membros do grupo monitoravam as vítimas e se comunicavam por mensagens de WhatsApp para planejar os crimes. Além disso, o Novo Escritório do Crime está ligado a disputas por território na Zona Oeste do Rio, onde atuam outros grupos criminosos. A operação também revelou um esquema de venda de armas e munições que eram apreendidas pela polícia.

O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira, 15 de maio de 2025, uma operação contra o Novo Escritório do Crime, grupo criminoso acusado de execuções e comércio ilegal de armas. A ação resultou em nove mandados de prisão, sendo que cinco dos alvos já estavam detidos. Entre os suspeitos, estão três policiais militares e o ex-PM Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como Ganso, apontado como líder do grupo.

As investigações do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que a quadrilha é responsável por pelo menos dois homicídios com características de execução, ocorridos em 2021. Um dos crimes foi o assassinato de Fábio Romualdo Mendes, que foi surpreendido dentro de seu carro em Vargem Pequena. O outro caso envolveu Neri Peres Júnior, morto em uma emboscada em Realengo.

Estrutura do Grupo Criminoso

O Novo Escritório do Crime atua sob as ordens de chefes da contravenção, conforme o MP. As investigações indicam que a organização se dedica à venda de armas e munições apreendidas pela polícia. Os denunciados respondem por organização criminosa armada, sequestro e comércio ilegal de armas.

Entre os policiais envolvidos, Bruno Marques da Silva, conhecido como Bruno Estilo, está preso no Batalhão Especial Prisional. Outros dois, Alessander Ribeiro Estrella Rosa e Diogo Briggs Climaco, são considerados foragidos. A denúncia aponta que todos os suspeitos foram pagos para cometer os crimes.

Comunicações e Planejamento

Mensagens trocadas entre os suspeitos revelam o planejamento das execuções. Em um diálogo, Bruno Estilo e Rodriguinho discutem uma “missão” em Vargem. A investigação mostra que a quadrilha monitorava as vítimas antes de agir, demonstrando a ousadia e a organização do grupo.

O MP destaca que a execução de Fábio Romualdo ocorreu em um local movimentado, o que evidencia a audácia do Novo Escritório do Crime. A operação realizada nesta quinta-feira é um passo importante no combate à crescente violência ligada a grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro.

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