Walter Wilhelm Flegel, um imigrante da Prússia Oriental, teve um passado complicado na Argentina, onde foi preso várias vezes. Ele conseguiu um emprego estável em Buenos Aires, mas em setembro de 1960, foi detido novamente, desta vez por engano, sendo confundido com Martin Bormann, um importante nazista. Documentos recentes mostram que as autoridades argentinas reconheceram o erro após compararem as impressões digitais de Flegel com seus registros anteriores. Flegel, que perdeu o braço direito em um acidente de trabalho, tinha um histórico criminal que incluía assaltos e lesões, mas havia se estabelecido como um trabalhador respeitável. A confusão foi alimentada por boatos de vizinhos, mas um relatório policial confirmou que ele não era Bormann, que supostamente entrou na Argentina após a Segunda Guerra Mundial. Grupos que investigam nazistas fugitivos também confirmaram o erro.
Walter Wilhelm Flegel, um imigrante da Prússia Oriental, foi detido entre 23 e 30 de setembro de 1960 na Argentina, após ser confundido com Martin Bormann, secretário de Adolf Hitler. O erro foi corrigido após comparações de impressões digitais.
Flegel, que havia sido preso várias vezes por delitos menores na Argentina, conseguiu um emprego estável em uma construtora em Buenos Aires. Ele se casou em 1947 e se estabeleceu em Zárate, onde a confusão com Bormann começou. Documentos recentemente liberados pelo governo argentino revelam mais de cem páginas sobre sua prisão.
As autoridades argentinas descreveram Flegel como um homem de cultura razoável, mas com uma característica marcante: a falta do braço direito, perdido em um acidente de trabalho. Boatos entre vizinhos sobre seu suposto envolvimento com o navio de guerra Graf Spee contribuíram para a confusão. No entanto, as datas não coincidiam, pois Flegel estava na Argentina antes do afundamento do navio em 1939.
Um relatório oficial de 2 de outubro de 1960 reconheceu o equívoco, confirmando que Flegel era a mesma pessoa de registros anteriores. Grupos israelenses que investigavam fugitivos nazistas também corroboraram que se tratava de um erro. A caçada a líderes nazistas após a Segunda Guerra Mundial levou a diversas confusões, mas Bormann, segundo registros, teria se suicidado em 1945.
Entre na conversa da comunidade