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Desembargadora proíbe encontro entre chefão e sucessor do PCC na prisão

Marcola e Tuta, líderes do PCC, permanecem em isolamento no presídio. Desembargadora destaca desafios no combate ao crime organizado no Brasil.

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Marcola e Tuta, líderes do PCC, não se encontrarão no presídio porque estão em regime de isolamento. A desembargadora Ivana David confirmou isso em uma entrevista. Tuta foi preso na Bolívia enquanto tentava renovar um documento falso, após fugir do Brasil em 2020. Ambos estão em Regime Disciplinar Diferenciado, com direito a apenas duas horas de banho de sol, sem comunicação entre eles. A possibilidade de transferir Tuta para outro presídio está sendo analisada. Ivana também falou sobre a dificuldade do Estado em combater facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho, comparando o PCC a uma pré-máfia e ressaltando a gravidade da situação no Brasil.

Os traficantes Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), não se encontrarão no presídio. A informação foi confirmada pela desembargadora Ivana David durante o programa UOL News. Ambos estão em regime de isolamento, o que impede qualquer comunicação entre eles.

Tuta foi preso na última sexta-feira, 16 de setembro, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, enquanto tentava renovar um documento falso. Ele havia fugido do Brasil em 2020, após ser identificado como alvo do Ministério Público. Na época, as investigações o apontaram como possível sucessor de Marcola, que está detido desde 1999.

Isolamento e Regime Disciplinar

A desembargadora Ivana David explicou que o sistema prisional garante que ambos os traficantes permaneçam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Eles têm direito a apenas duas horas de banho de sol, que ocorrem de forma isolada. “Eles não se veem, não se comunicam,” afirmou Ivana, ressaltando a eficácia do sistema em isolar a cúpula das facções criminosas.

A possibilidade de transferência de Tuta para outro presídio, como o de Catanduvas (PR), está sendo considerada. A desembargadora mencionou que o juiz das execuções da Justiça Federal analisará a situação com mais calma.

Desafios no Combate ao Crime Organizado

Durante a entrevista, Ivana David também abordou a dificuldade do Estado em combater organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho (CV). “Ganhar essa guerra é um desafio,” disse, destacando a articulação e a força das facções, que já possuem influência até mesmo no Legislativo.

Ela comparou o PCC a uma pré-máfia, enfatizando a complexidade do problema. “Quando há essa simbiose com o Estado, é um sinal de máfia,” concluiu a desembargadora, evidenciando a gravidade da situação no Brasil.

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