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PCC utiliza documentos falsos e mercenários para expandir operações na Bolívia

PCC expande operações na Bolívia; líder Tuta é preso com documentos falsos enquanto planejava resgates e assassinatos de autoridades.

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Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi preso na Bolívia após tentar renovar seu visto com documentos falsos. Ele estava foragido desde fevereiro de 2024 e é considerado o sucessor de Marcola no PCC. A Interpol e a Polícia Federal do Brasil ajudaram na sua identificação por meio de um banco de dados biométrico. Tuta já tinha condenações por associação criminosa e lavagem de dinheiro. A facção PCC tem se expandido na Bolívia, investindo em negócios como joias e restaurantes, e planejando ações criminosas com o apoio de mercenários. As lideranças do PCC se comunicam por aplicativos seguros e têm uma rede de proteção no país. Além disso, outros membros da facção também estão envolvidos em atividades ilícitas na Bolívia, incluindo planos de resgatar líderes presos e atacar autoridades brasileiras. A Interpol está desenvolvendo um plano de segurança para a América do Sul para combater o crime organizado na região.

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi preso na Bolívia na noite de sexta-feira, 16 de maio de 2025, após apresentar documentos falsos em Santa Cruz de La Sierra. Ele é apontado como sucessor de Marcola no Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava foragido desde fevereiro de 2024. A captura foi resultado de uma colaboração entre a Interpol e a Polícia Federal brasileira.

Tuta, condenado a mais de 12 anos de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro, foi identificado por meio do banco de dados biométrico da Interpol. O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, destacou a importância do intercâmbio de informações biométricas entre os países para a identificação do criminoso, que estava na lista de foragidos desde 2020.

Expansão do PCC na Bolívia

O PCC tem se expandido na Bolívia, onde seus líderes investem em negócios como joias, restaurantes e fazendas. Fontes indicam que a escolha do país se deve à sua posição geográfica e à dificuldade de ação da polícia brasileira. Além disso, a facção planejou resgatar Marcola, recrutando criminosos especializados e contando com o apoio de mercenários.

Investigações apontam que a comunicação entre os membros do PCC na Bolívia é feita por meio de celulares com chips estrangeiros e aplicativos criptografados, dificultando a interceptação pelas autoridades. A corrupção local tem permitido a presença prolongada de criminosos no país.

Missões da Cúpula do PCC

Agentes envolvidos nas investigações revelaram que integrantes do PCC na Bolívia receberam ordens para assassinar autoridades públicas brasileiras e resgatar líderes da facção em penitenciárias federais. Entre os procurados está Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, que é responsável por operações de tráfico de drogas.

Outro nome relevante é Patric Velinton Salomão, o Forjado, que, após deixar a prisão, recebeu a missão de executar ataques do PCC. Ele é considerado um líder dentro da facção. Além disso, Sílvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola, é apontado como proprietário de uma frota de ônibus e está ligado a atividades criminosas na Bolívia.

A Interpol está desenvolvendo um plano de segurança para a América do Sul, visando combater o crime organizado, que não respeita fronteiras. A próxima reunião de chefes de polícia da região discutirá estratégias para enfrentar essas organizações criminosas.

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