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Grupo utiliza senhas inusitadas como ‘missão’, ‘festa’ e ‘reza’ em comunicação

Polícia Federal desmantela grupo de extermínio com prisões de militares e revela planos de assassinatos de autoridades, incluindo ministros do STF.

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A Polícia Federal prendeu cinco pessoas ligadas a um grupo de extermínio na Operação Sisamnes, incluindo um coronel e um sargento do Exército. Eles são acusados de planejar assassinatos sob encomenda, com uma lista de alvos que inclui ministros do STF. As investigações começaram após o assassinato do advogado Roberto Zampieri em dezembro de 2023. Mensagens em celulares dos suspeitos mostraram que eles discutiam planos de assassinato, disfarçados de “missões”. O pistoleiro Antônio Gomes confessou ter matado Zampieri por R$ 40 mil, se passando por capelão para se aproximar dele. O grupo, chamado Comando 4, usava codinomes e tinha uma tabela de preços para assassinatos, que variavam de R$ 100 mil a R$ 250 mil, dependendo do alvo. A Polícia Federal agora investiga se houve planos para atacar outras autoridades.

A Polícia Federal prendeu cinco suspeitos de um grupo de extermínio na Operação Sisamnes, realizada nesta quarta-feira, 28. Entre os detidos estão um coronel e um sargento do Exército, acusados de planejar execuções sob encomenda, com listas de alvos que incluíam ministros do STF.

As investigações começaram há mais de um ano, após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023. Mensagens em celulares de investigados revelaram diálogos sobre “missões” e “festas”, que, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, eram na verdade planos de assassinato. O instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o pistoleiro Antônio Gomes da Silva foram identificados como membros do grupo.

O advogado Zampieri foi morto com oito tiros em frente ao seu escritório em Cuiabá. Antônio Gomes confessou o crime e afirmou que receberia R$ 40 mil pela execução. Ele se disfarçou de capelão para se aproximar da vítima. A partir da análise do celular de Hedilerson, a polícia concluiu que o assassinato estava ligado a uma rede de extermínios.

Estrutura do Grupo

O grupo, autodenominado Comando 4, utilizava codinomes e senhas para se referir a suas atividades. O coronel Caçadini era chamado de “engenheiro”, enquanto Antônio Gomes era o “empreiteiro”. Conversas entre os membros indicavam um planejamento detalhado de execuções, incluindo reconhecimento de locais e estratégias de abordagem.

Uma lista com nomes de parlamentares e ministros do STF foi encontrada, além de uma tabela de preços para assassinatos, que variavam de R$ 100 mil a R$ 250 mil, dependendo do alvo. A Polícia Federal agora investiga se houve articulação para atentados contra autoridades.

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