Uma investigação da CNN revelou um aumento preocupante de grupos que promovem a tortura de gatos na China, com um crescimento de 500% em vídeos de abuso. Esses grupos, que operam em plataformas como Telegram e YouTube, atraem consumidores que têm um fetiche por crueldade animal, conhecido como “zoosadismo”. Chen, um ativista que se infiltra nesses grupos, relata que muitos torturadores estão na China, onde não há leis contra a crueldade animal. A CNN conseguiu acessar chats secretos onde os membros compartilham vídeos e competem para ver quem consegue torturar os gatos de maneira mais criativa. Chen e outros ativistas, como Lara, tentam expor esses abusadores e pressionar as autoridades a agir. Eles coletam informações e investigam os torturadores, que muitas vezes se sentem como celebridades dentro desse submundo. Os vídeos de tortura são vendidos a preços variados, e alguns consumidores, como Zhang, admitem que sentem prazer sexual ao assisti-los. A falta de legislação eficaz na China contribui para a impunidade desses crimes, enquanto outros países têm feito prisões por abusos semelhantes. Especialistas alertam que a crueldade contra animais pode levar a comportamentos violentos em humanos, e a situação está se agravando, com jovens se envolvendo em atos de tortura.
A crueldade contra gatos tem se intensificado na China, com um aumento de 500% em vídeos de tortura, segundo uma investigação da CNN. Grupos que promovem esses abusos estão se expandindo globalmente, utilizando plataformas como Telegram, X e YouTube.
Chen, um ativista que atua de forma clandestina, passa horas online para desmantelar uma rede que mutila e mata gatos. Ele faz parte dos Feline Guardians, um grupo que busca pressionar as autoridades a agir contra esses crimes. Chen relata que a falta de legislação na China permite que os torturadores operem impunemente, criando um ambiente de competição entre eles para inovar nas formas de abuso.
A CNN descobriu que, entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, foram adicionados novos vídeos de tortura a grupos no Telegram a cada 2,5 horas. Em apenas dois meses de 2025, mais de 500 vídeos foram postados, muitos de fontes desconhecidas. Embora a plataforma YouTube tenha removido um canal com mais de 800 vídeos de tortura após a denúncia, o conteúdo continua a circular em redes sociais.
Ativistas como Lara, que monitora a disseminação global desse conteúdo, afirmam que a situação é alarmante. Ela destaca que a cultura de impunidade na China e a falta de legislação eficaz contribuem para o crescimento desses grupos. Além disso, a conexão entre tortura de animais e comportamentos violentos em humanos é uma preocupação crescente entre especialistas.
As redes de tortura não apenas atraem consumidores, mas também têm ligações com grupos extremistas. A CNN identificou uma intersecção entre a tortura de gatos e ideologias de extrema direita, com membros de grupos como “The Eternal Reich” compartilhando conteúdo de abuso animal.
A pressão sobre as plataformas de mídia social para combater esse conteúdo é crescente. Especialistas pedem que as empresas adotem medidas mais rigorosas para impedir a disseminação de vídeos de violência. Em contraste, a China continua a falhar em regular esses abusos, resultando em um aumento contínuo da crueldade contra animais.
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