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Cúpula dos Povos busca protagonismo da sociedade civil na COP30 em Belém

Cúpula dos Povos em Belém reunirá 15 mil participantes para discutir justiça climática e demandas de grupos excluídos entre 12 e 16 de novembro de 2025.

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A Cúpula dos Povos acontecerá de 12 a 16 de novembro de 2025, na Universidade Federal do Pará, em Belém, e espera receber 15 mil pessoas. O evento busca dar voz a grupos excluídos, como indígenas e quilombolas, e se posiciona como uma alternativa às conferências da ONU, como a COP30. As organizações envolvidas criticam as decisões das conferências da ONU, afirmando que elas não resolvem a crise climática. A cúpula se organiza em torno de seis eixos que incluem temas como justiça climática, soberania alimentar e combate ao racismo ambiental. Além disso, a cúpula pretende gerar ações concretas após a COP30. A organização enfrenta desafios, como a captação de recursos e a falta de acomodações em Belém, que já sofre com a demanda por hospedagem devido à COP30. A cúpula é uma resposta a eventos que reúnem líderes globais e busca unir diferentes lutas por justiça social e ambiental.

A Cúpula dos Povos ocorrerá de 12 a 16 de novembro de 2025 na Universidade Federal do Pará, em Belém, reunindo 15 mil pessoas. O evento busca dar voz à sociedade civil em questões climáticas, funcionando como uma alternativa à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).

Organizações envolvidas criticam as decisões da ONU, afirmando que não oferecem soluções eficazes para a crise climática. A carta política do movimento destaca que “países tomadores de decisão têm se omitido ou apresentado soluções absolutamente ineficientes”. Iván González, coordenador político da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), ressalta que as conferências priorizam interesses corporativos em detrimento de ações concretas.

Eixos Orientadores

A Cúpula busca unir demandas de grupos excluídos, como indígenas e quilombolas, em torno de seis eixos orientadores:

1. Territórios vivos, soberania popular e alimentar

2. Reparação histórica, combate ao racismo ambiental e ao poder corporativo

3. Transição justa, popular e inclusiva

4. Contra as opressões, pela democracia e pelo internacionalismo dos povos

5. Cidades justas e periferias urbanas vivas

6. Feminismo popular e resistência das mulheres nos territórios

Maureen Santos, coordenadora do Núcleo Políticas e Alternativas da ONG FASE, explica que a escolha dos eixos visa integrar diversas pautas e promover ações concretas após a COP30.

Desafios e Mobilização

A articulação, composta por mais de 700 entidades, enfrenta desafios como a captação de recursos e a falta de alojamento para os participantes. Belém já enfrenta problemas de acomodação devido à COP30. A meta é garantir hospedagem nas proximidades da universidade, evitando deslocamentos.

A Cúpula dos Povos é uma resposta a eventos que reúnem líderes globais e corporações. Desde sua primeira edição em 1992, a cúpula tem buscado promover justiça social e ambiental. A iniciativa para a Cúpula de 2025 surgiu durante a COP28 em Dubai, com a intenção de unir esforços de diversas organizações, como o Observatório do Clima e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

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