O filme Oppenheimer, que fala sobre a criação da bomba atômica, menciona a descoberta da fissão nuclear feita por Otto Hahn e Fritz Strassmann, mas não dá crédito a Lise Meitner, uma física que teve um papel importante nessa teoria. Novas pesquisas mostram que Meitner, que era judia, não recebeu o reconhecimento que merecia e teve uma relação complicada com Hahn, marcada por desentendimentos. Apesar de ser uma cientista renomada, Meitner não foi incluída como coautora em publicações importantes e, após a Segunda Guerra Mundial, Hahn ganhou o Prêmio Nobel, enquanto ela ficou de fora. Meitner e seu sobrinho, Otto Robert Frisch, foram os primeiros a explicar a fissão nuclear, mas ela se recusou a participar do Projeto Manhattan, que desenvolveu armas nucleares. Após a guerra, surgiram rumores errôneos sobre sua ligação com a bomba atômica, que ela negou. A história de Meitner destaca a falta de reconhecimento que muitas mulheres na ciência enfrentaram, como Rosalind Franklin, que também não recebeu o devido crédito por suas contribuições.
O filme Oppenheimer, que aborda a criação da bomba atômica, destaca a descoberta da fissão nuclear por Otto Hahn e Fritz Strassmann, mas ignora a contribuição essencial de Lise Meitner, uma física judia. Novas pesquisas revelam que Meitner teve um papel crucial na teoria da fissão, mas não recebeu o reconhecimento merecido.
Meitner, contemporânea de grandes nomes como Albert Einstein, foi chamada de “mãe da bomba atômica” pela imprensa após os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, uma associação que ela rejeitou. Apenas Hahn foi agraciado com o Prêmio Nobel, referindo-se a Meitner de forma desdenhosa em seu discurso de agradecimento. A autora Marissa Moss, que estudou os arquivos de Meitner, afirma que a relação entre os dois foi marcada por desentendimentos e injustiças.
Em uma carta de 1947, Meitner expressou que a atitude de Hahn influenciou a decisão do comitê do Nobel. Moss argumenta que a falta de reconhecimento se deve não apenas ao gênero, mas também à origem judia de Meitner. A Semana do Nobel, que celebra conquistas científicas, também levanta questões sobre injustiças históricas, como a de Meitner, que não é a única mulher a não receber crédito por suas contribuições.
Nascida em 1878 em Viena, Meitner foi uma pioneira na física, obtendo seu doutorado em uma época em que poucas mulheres tinham acesso à educação superior. Após fugir do regime nazista, continuou a colaborar com Hahn à distância, mas não foi creditada em publicações importantes. Em 1939, Meitner e seu sobrinho, Otto Robert Frisch, confirmaram a teoria da fissão nuclear, mas Hahn e Strassmann publicaram os resultados sem mencionar Meitner.
Embora Meitner tenha sido convidada a participar do Projeto Manhattan, ela recusou, afirmando que não queria se envolver com armas nucleares. Após a guerra, surgiram rumores infundados sobre sua participação na criação da bomba. Em 1945, Hahn recebeu o Prêmio Nobel de Química, enquanto Meitner e Frisch foram indicados ao prêmio de Física, mas apenas Hahn foi premiado.
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