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Cortes de Trump na NOAA e USAID geram incertezas para temporada de furacões

Cortes na NOAA e USAID sob Trump podem aumentar a vulnerabilidade da América Latina e Caribe durante a temporada de furacões de 2025.

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A temporada de furacões no Atlântico começou, e as previsões indicam entre 13 e 19 tempestades tropicais, com algumas podendo se tornar furacões. Apesar de uma expectativa de menos atividade em comparação ao ano anterior, a temporada de 2025 ainda será acima da média. Um fator preocupante é que a administração de Donald Trump está cortando recursos da NOAA, a agência responsável por monitorar e prever tempestades, o que pode resultar em menos dados e informações de qualidade. Além disso, a USAID, que ajuda na preparação para desastres, também teve seus recursos reduzidos, afetando a capacidade de resposta a emergências na América Latina e no Caribe. Programas importantes, como o de assistência em desastres, foram encerrados, o que pode aumentar a vulnerabilidade das comunidades. Embora alguns países estejam buscando apoio de outras nações, a falta de informações precisas pode complicar a situação durante a temporada de furacões.

A temporada de furacões no Atlântico começou, com previsões de 13 a 19 tempestades tropicais em 2025. A Oficina Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) estima que entre seis e dez dessas tempestades podem se tornar furacões. Embora a temporada seja considerada menos ativa que a anterior, ainda está acima da média histórica.

A administração de Donald Trump está cortando recursos da NOAA e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o que pode comprometer a coleta de dados e a preparação para desastres na América Latina e no Caribe. Especialistas alertam que essas decisões aumentam a vulnerabilidade das regiões afetadas. A NOAA já enfrentou cortes significativos, com quase 800 demissões relatadas, o que pode resultar em dados de menor qualidade.

Mario Salgado, da Oficina das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), destaca que a redução de recursos pode impactar a eficácia dos sistemas de alerta. A falta de informações precisas pode dificultar a resposta a desastres, especialmente em um cenário de aumento da intensidade das tempestades devido ao mudança climática.

Impacto das Cortes

Os cortes na USAID também afetam iniciativas cruciais, como o sistema de alerta precoce. Estima-se que R$ 265 milhões foram cortados globalmente para a preparação de desastres. A suspensão de programas de assistência, como o Programa Regional de Assistência em Casos de Desastre (RDAP), que operava desde 1989, limita ações essenciais, como simulações de evacuação e apoio a comunidades vulneráveis.

Em Honduras, Juan José Reyes, responsável pelo sistema de alerta, afirma que, embora não tenha havido queda na informação da NOAA até o momento, a ausência da USAID restringe ações de gestão de riscos. No Caribe, Elizabeth Riley, da Agência Caribeña para o Manejo de Emergências por Desastres (CDEMA), confirma que a suspensão de programas deixou lacunas na proteção de algumas áreas.

Novas Parcerias

Apesar das dificuldades, novos parceiros, como Alemanha e Irlanda, estão oferecendo apoio. A CDEMA firmou um acordo com o Reino Unido para garantir até R$ 375 mil por país membro para resposta a emergências. A temporada de furacões será um teste para a nova política de Trump, que pode resultar em uma privatização da informação meteorológica, levantando preocupações sobre o acesso a dados essenciais para a segurança pública e econômica.

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