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Identificada mãe de bebê abandonado em caso que chocou o Texas há quase 20 anos

Genealogia genética forense identifica mãe de bebê abandonado em 2004 no Texas, levantando questões sobre abandono e justiça.

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Em setembro de 2004, um fazendeiro no Texas encontrou o corpo de uma recém-nascida abandonada, o que levou a uma investigação que durou quase 20 anos. Em 2023, Maricela Frausto, de 45 anos, foi identificada como a mãe da bebê através de genealogia genética forense e presa por homicídio. Essa técnica usa dados de DNA de doadores para criar árvores genealógicas e ajudar a resolver crimes. Casos de bebês abandonados, conhecidos como “Baby Doe”, são difíceis de solucionar, mas a genealogia genética tem ajudado a identificar mães, muitas vezes trazendo à tona tragédias do passado. Maricela, que não sabia que estava grávida, alegou que o bebê nasceu sem vida, mas um teste forense contestado indicou que a criança estava viva ao nascer. Após sua prisão, o promotor ofereceu um acordo, permitindo que ela se declarasse culpada de homicídio culposo, com pena de 18 anos de prisão, podendo solicitar liberdade condicional em breve.

Em setembro de 2004, um fazendeiro do Texas encontrou o corpo de uma recém-nascida abandonada, dando início a uma investigação que durou quase duas décadas. Em 2023, Maricela Frausto, de 45 anos, foi identificada como a mãe da bebê por meio de genealogia genética forense e presa por homicídio.

O corpo da recém-nascida foi encontrado ao lado de uma cerca, ainda com o cordão umbilical. O investigador Wayne Springer, que atuou no caso, coletou amostras de saliva de diversas pessoas na esperança de encontrar uma correspondência de DNA. Após anos sem respostas, a tecnologia de genealogia genética forense possibilitou a identificação de Maricela, que é mãe de dois filhos e proprietária de um restaurante em Hondo.

A técnica, que utiliza dados de DNA de doadores voluntários para construir árvores genealógicas, tem sido aplicada em casos de abandono de recém-nascidos, conhecidos como “Baby Doe”. Desde 2019, quase quarenta mulheres foram identificadas como mães de bebês encontrados mortos nos Estados Unidos. A professora de ética médica Christi Guerrini destacou que, enquanto a identificação ajuda a resolver casos antigos, as consequências para as mulheres envolvidas podem ser devastadoras.

Maricela, que alegou não saber que estava grávida, foi acusada de homicídio qualificado. A defesa argumentou que o bebê poderia ter nascido morto, e o médico legista usou um teste criticado para concluir que a criança nasceu viva. O promotor assistente Christian Neumann expressou dúvidas sobre a solidez das provas forenses e ofereceu um acordo: Maricela se declararia culpada de homicídio culposo, com pena de dezoito anos de prisão, podendo solicitar liberdade condicional em breve.

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