Seis meses após a morte de Beatriz Sarlo, uma nova disputa pela herança da escritora argentina surgiu. Melanio Meza López, o zelador do prédio onde ela morava, apresentou um testamento manuscrito que diz ser de Sarlo, reivindicando o apartamento e a gata dela, Nini. Sarlo faleceu aos 82 anos e deixou um importante legado literário. O testamento de López inclui cartas que supostamente designam a ele a responsabilidade pelo cuidado de Nini e do apartamento, mas a autenticidade dos documentos ainda será verificada. Essa situação complicou os planos do ex-marido de Sarlo, Alberto Sato Kotani, que queria usar os bens dela para criar um fundo cultural. Kotani, que nunca se divorciou oficialmente de Sarlo, foi excluído do inventário. Amigos e familiares de Sarlo afirmam que itens pessoais dela foram vendidos, levantando suspeitas sobre López, que tinha acesso ao apartamento. Agora, a situação depende do procurador-geral de Buenos Aires, Martín Ocampo, que decidirá se a reivindicação de López é válida e se Kotani será mantido fora do processo. Se a reivindicação de López for rejeitada, a cidade pode herdar os bens de Sarlo.
Seis meses após a morte de Beatriz Sarlo, uma das intelectuais mais influentes da Argentina, uma nova reviravolta surge na disputa por sua herança. Melanio Meza López, zelador do prédio onde a autora residia em Buenos Aires, apresentou um testamento manuscrito que alega ser de autoria de Sarlo. Ele reivindica a herança do apartamento, localizado no oitavo andar de um edifício no bairro de Caballito, e da gata da escritora, Nini.
Sarlo, que faleceu aos 82 anos em dezembro do ano passado, deixou um legado literário notável, com obras como “Cenas da Vida Pós-Moderna”. O testamento apresentado por López contém duas cartas manuscritas, nas quais Sarlo supostamente designa a responsabilidade pelo cuidado de Nini e pelo apartamento a ele. A autenticidade dos documentos será verificada por um perito de caligrafia.
Disputa pela Herança
A revelação do testamento complicou os planos do ex-marido de Sarlo, Alberto Sato Kotani, e de seu círculo próximo, que pretendiam usar os bens da autora para criar um fundo cultural em sua homenagem. Kotani, que nunca se divorciou oficialmente de Sarlo, foi excluído do processo de inventário, apesar de seu vínculo com a escritora até seus últimos dias.
Familiares e amigos de Sarlo alegam que itens pessoais da autora foram vendidos, sugerindo que López, que tinha acesso irrestrito ao apartamento, pode estar envolvido. A situação agora depende da intervenção do procurador-geral da cidade de Buenos Aires, Martín Ocampo. Se a reivindicação de López for considerada inválida e a exclusão de Kotani mantida, a cidade poderá se tornar a beneficiária do patrimônio de Sarlo.
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