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Brasileira denuncia maus-tratos em prisão nos EUA e clama por justiça

Caroline Dias Gonçalves denuncia maus-tratos e discriminação após 16 dias de detenção nos EUA, destacando o tratamento desigual entre imigrantes.

Sem antecedentes criminais, Caroline ficou mais de duas semanas presa em centro de detenção para imigrantes nos EUA (Foto: Redes Sociais)
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Caroline Dias Gonçalves, uma jovem brasileira de 19 anos, foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em junho, após ser parada por dirigir perto de um caminhão. Depois de 16 dias na prisão, ela foi liberada sob fiança e relatou ter sofrido maus-tratos e discriminação, especialmente em relação ao tratamento diferenciado entre imigrantes que falam inglês e os que não falam. Caroline, que estuda enfermagem na Universidade de Utah, disse que a comida era de baixa qualidade e que, ao falar inglês, começou a ser tratada melhor do que outros detidos. Ela se lembrou de que os últimos dias foram muito difíceis e expressou seu desejo de que ninguém mais passe pelo que ela enfrentou, lembrando que ainda há mais de 1.300 pessoas detidas na mesma unidade. O policial que a parou está em licença administrativa enquanto se investiga sua conduta, já que questionou Caroline sobre seu local de nascimento, o que é proibido pela lei do Colorado.

A brasileira Caroline Dias Gonçalves, de 19 anos, foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em 5 de junho, após uma abordagem policial relacionada à sua condução. Após 16 dias de detenção, ela foi liberada sob fiança e relatou ter enfrentado maus-tratos e discriminação durante sua prisão.

Caroline destacou que o tratamento diferia entre imigrantes que falavam inglês e aqueles que não dominavam o idioma. “Os últimos 15 dias foram os mais difíceis da minha vida”, afirmou. A jovem, que estuda enfermagem na Universidade de Utah com apoio da organização TheDream.US, relatou que a comida recebida era de baixa qualidade, descrevendo-a como “encharcada e úmida”.

Discriminação e Tratamento Diferenciado

A estudante observou que, ao demonstrar fluência em inglês, começou a ser tratada de forma diferente. “Fui tratada melhor do que outras pessoas que não falavam inglês. Isso partiu meu coração”, disse Caroline, que chegou aos EUA aos 7 anos. O Departamento de Segurança Interna dos EUA ainda não se manifestou sobre as críticas feitas por Caroline.

Ela também expressou perdão ao agente do ICE que a prendeu, que se desculpou, afirmando que suas “mãos estavam atadas”. Caroline enfatizou que deseja que mais ninguém passe pelo que ela enfrentou, lembrando que mais de 1.300 pessoas ainda estão detidas na mesma unidade em Aurora, Colorado.

Contexto da Detenção

Caroline foi detida enquanto se dirigia a Denver para visitar amigos. Inicialmente, foi parada por um policial por dirigir muito próxima de um caminhão, mas foi liberada com um aviso. Logo depois, um agente do ICE a abordou e a deteve. O policial que a parou foi colocado em licença administrativa enquanto aguarda o resultado de uma investigação, uma vez que questionou Caroline sobre seu local de nascimento, prática proibida pela lei do Colorado.

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