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Rússia envia ‘Jesus da Sibéria’ para campo de prisioneiros em nova repressão

Sergei Torop, o líder da Igreja do Último Testamento, foi condenado a 12 anos por extorsão e danos à saúde de seguidores na Rússia.

Vissarion, que diz ser o novo Cristo, conduz um culto durante celebração do 'Feriado dos Bons Frutos' em uma vila a sudeste da cidade siberiana de Krasnoyarsk, na Rússia (Foto: Ilya Naymushin/Reuters)
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  • Sergei Torop, conhecido como Vissarion, foi condenado a 12 anos em um campo de prisioneiros por extorquir seguidores e prejudicar a saúde deles.
  • A decisão foi tomada por um tribunal em Novosibirsk, que também determinou que ele e seus assistentes pagassem 40 milhões de rublos em compensação.
  • Torop, de 64 anos, fundou a Igreja do Último Testamento em 1991 e se apresenta como a reencarnação de Jesus Cristo.
  • O Comitê de Investigação da Rússia acusou Torop e seus assistentes de usar pressão psicológica para extorquir dinheiro e causar danos à saúde de seguidores.
  • Os assistentes de Torop, Vladimir Vedernikov e Vadim Redkin, foram condenados a 12 e 11 anos, respectivamente, e todos negaram as acusações.

Um líder religioso russo, conhecido como Vissarion, foi condenado a 12 anos em um campo de prisioneiros nesta segunda-feira (30). Sergei Torop, fundador da Igreja do Último Testamento, foi considerado culpado de prejudicar a saúde e extorquir seguidores. O tribunal de Novosibirsk também determinou que ele e seus dois assistentes pagassem 40 milhões de rublos (aproximadamente R$ 2,78 milhões) em compensação às vítimas.

Torop, de 64 anos, fundou sua igreja em 1991, atraindo seguidores para um assentamento na Sibéria, em meio a um contexto de pobreza e instabilidade na Rússia. Ele se apresenta como a reencarnação de Jesus Cristo e orienta seus seguidores a adotar um estilo de vida rigoroso, que inclui a abstinência de carne, álcool e dinheiro.

Acusações e Sentença

O Comitê de Investigação da Rússia, equivalente ao FBI, acusou Torop e seus assistentes de usar pressão psicológica para extorquir dinheiro e causar danos à saúde mental e física de seus seguidores. Durante a operação de prisão em 2020, que contou com a participação do FSB, foram identificados 16 casos de dano moral e seis casos de danos físicos graves.

Os assistentes de Torop, Vladimir Vedernikov e Vadim Redkin, também foram condenados, recebendo penas de 12 e 11 anos, respectivamente. Vedernikov enfrentou ainda acusações de fraude. Todos os réus negaram as irregularidades.

Contexto e Repercussões

Em um documentário da BBC de 2017, Torop defendeu suas práticas, enquanto relatos de educadoras indicavam que filhas de seguidores eram preparadas para se tornarem “futuras noivas para homens dignos”. A condenação de Torop marca um desdobramento significativo na luta contra abusos em seitas religiosas na Rússia.

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