- A Operação Abraccio foi realizada pela Polícia Civil para desmantelar uma quadrilha que compartilhava imagens íntimas de jovens.
- A ação ocorreu em 21 municípios de 8 estados e no Distrito Federal, com a participação de mais de 160 policiais.
- Foram apreendidos mais de 200 mil arquivos de fotos e vídeos, e cinco homens foram presos, incluindo um militar da Aeronáutica.
- As vítimas eram coagidas a se automutilar e a participar de “desafios” violentos, sob ameaças de divulgação de suas imagens.
- A investigação começou após a denúncia da mãe de uma menor, e a Polícia Civil busca identificar outras possíveis vítimas.
A Operação Abraccio foi deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (30) para desmantelar uma quadrilha que compartilhava imagens íntimas de jovens, resultando em ameaças e humilhações. A ação abrangeu 21 municípios em 8 estados e no Distrito Federal, com a participação de mais de 160 policiais.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 200 mil arquivos de fotos e vídeos de meninas e mulheres em situações degradantes. Cinco homens foram presos, incluindo um militar da Aeronáutica, e uma pessoa permanece foragida. A investigação revelou que as vítimas eram coagidas a se automutilar e a participar de “desafios” violentos.
A delegada Fernanda Fernandes destacou que as jovens eram ameaçadas com a divulgação de suas imagens íntimas. Em uma das conversas interceptadas, um dos criminosos desafiava uma vítima a se automutilar, enquanto em outra, uma jovem implorava para que não envolvessem sua mãe nas ameaças. As vítimas eram obrigadas a escrever os nomes dos agressores em seus corpos para evitar a divulgação das fotos.
Ação e Impacto
Os integrantes da quadrilha conquistavam a confiança das vítimas por meio de aplicativos de namoro. Após o envio de fotos íntimas, as jovens eram ameaçadas e forçadas a cumprir ordens. A delegada Gabriela von Beauvais descreveu as cenas das imagens apreendidas como “horrendas”, caracterizando o grupo como misógino e violento.
A investigação teve início após a denúncia da mãe de uma menor de 16 anos, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) em Duque de Caxias. A partir dessa denúncia, os policiais conseguiram identificar os membros da quadrilha e as vítimas, que podem ser mais de dez.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras possíveis vítimas e desmantelar completamente a rede criminosa.
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